segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Primeira Eucaristia 2014 em Ipu


A Paróquia do Ipu está em festa! A Paróquia do Ipu está em Ação de Graças.
Em festa porque hoje é o dia da Imaculada Conceição e nos reunimos como igreja para celebrar celebra a solenidade da Imaculada Conceição, professando que a Mãe de Jesus foi concebida sem o pecado original, herança com que todos nascemos. A festa é celebrada no tempo litúrgico do Advento, de preparação para o Natal. Neste tempo, é importante lembrar-se também daquela que foi escolhida por Deus para ser a mãe do Verbo Encarnado; o Filho de Deus vem até nós através de uma mulher.

Estamos em Ação de Graças porque a catequese da Paróquia do Ipu celebra na festa da Imaculada Conceição a celebração da Primeira Eucaristia das crianças que estão na catequese. Este ano 230 crianças tiveram seu primeiro contato com Jesus Eucarístico. Com esta celebração encerramos mais um ano catequético.
Tudo começou muito cedo. As 6h30min o Padre Nonato chegou na Capela de Nossa Senhora das Graças no Patronato Sousa Carvalho e começou a acolher as crianças com seus Pais. Nosso Pároco fez questão de acolher pessoalmente cada criança, abraçando-as e brincando com elas. As sete horas em ponto entrou em procissão junto com os acólitos, leitores e as crianças que fizeram os cânticos vocais.

Em sua homilia Padre Nonato falou da criação que Santa Ana e São Joaquim deram a Maria como modelo para nós, pais. Maria foi tão bem educada que nem em sua infância ou adolescência conheceu o pecado. Asseguramos assim baseado no dogma  da Imaculada Conceição que afirma: A concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original  se prolongou durante sua existência, pois a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Consideramos que o dogma é apoiado na Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Se Deus escolheu a Virgem Maria para ser a mãe do seu Filho, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado.
Padre Nonato ressaltou a continuação da catequese após a primeira comunhão. A importância da educação familiar é fundamental na formação do caráter, moral e fé, colocando assim a catequese e a escola como complemento e não como base, já que na atual sociedade, os pais estão deixando seus filhos a mercê do mundo. Após a missa, Padre Nonato vai tirar foto com todas as crianças.
Estas crianças se preparam desde 2012. No dia 30 de Novembro, 18 catecúmenos receberam seu primeiro sacramento, o batismo. Nos dias 4 e 5 de Dezembro, Padre Nonato e Padre Lucas confessaram todas as crianças.

Dia 31 de janeiro de 2015 estaremos matriculando novas crianças para a catequese.
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domingo, 30 de novembro de 2014

Advento e Natal

ADVENTO Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação com muita oração para receber Jesus.
INÍCIO: 4 domingos antes do Natal 
TÉRMINO: 24 de dezembro à tarde
ESPIRITUALIDADE: Esperança e purificação da vida 
ENSINAMENTO: Anúncio da vinda do Messias
COR: Roxa

O Advento é celebrado em dois grandes aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal. Este tempo de preparação começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.
O tempo do Advento é para nós cristão  momento forte de esperança na mística cristã. É tempo de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.  Durante este tempo recordamos a dimensão histórica da salvação, evidenciando a dimensão escatológica do mistério cristão e nos inserimos no caráter missionário da vinda de Cristo. Procuramos aprofundar os textos litúrgicos desse tempo, constatando na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor, Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15). O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino. 

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão. Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra. No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Pobreza que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.
Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir Seu amor e desejo de nos salvar. Para dar significado a nossa celebração de preparação para receber aquele que advir,  durante o advento preparamos a coroa do advento, o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus. No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva à oração. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. Ainda hoje estaremos acendendo a primeiravela. Acompanhe conosco a confecção da coroa e o acender das velas.


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domingo, 27 de julho de 2014

A primeira Vocação do Ser Humano é a Vida.

Vocação humana – Existir – Viver
A primeira Vocação do Ser Humano é a Vida.
A vida de todo ser humano é um dom de Deus. Deus criou o mundo inteiro e viu que era bom.  Mas quando Deus criou o homem, criou-o a sua maneira, moldando-o do barro e soprando sobre ele o SEU ESPÍRITO. Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus para governar. (Gn 2)
Antes que Deus criasse o mundo e todas as coisas, já conhecia cada um pelo nome e desejava que todos participassem do banquete da vida. Foi por isso que Ele nos criou. Ele nos teceu carinhosamente no ventre de nossa mãe, cuidadosamente, e nos amou com amor eterno. Ele nos fez à Sua semelhança para que pudéssemos compartilhar com Ele de todos os Seus bens inefáveis. Deu-nos faculdades e potências que não colocou em nenhum dos outros seres criados: inteligência, vontade, memória, consciência, capacidade de amar; de sonhar; de sorrir; de chorar, de cantar; de falar... A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)
Vivendo em Plenitude somos chamados a sermos Santos.
A vocação à santidade está relacionada com a prática concreta da vida de cada um, dia após dia. Para ser santa, a pessoa não precisa fugir do seu estado de vida. Ela se santifica exatamente e somente pelo compromisso com a sua condição humana e cristã. A vocação à santidade consiste na capacidade de responder ao apelo divino por meio da vivência evangélica do próprio estilo de vida.
Na Bíblia a santidade tem duas grandes qualidades.
A primeira é que a santidade é exclusiva de Deus. Só Deus é Santo. Por isso mesmo, ela não é algo adquirido pelos esforços e méritos das pessoas, mas uma dádiva, um dom divino. A segunda qualidade está relacionada com o modo de sermos santos. A comunicação da santidade por parte de Deus não se dá diretamente e particularmente a cada pessoa, mas à comunidade convocada e reunida por ele. Ninguém se santifica sozinho. Este processo se dá a partir do momento em que a pessoa pertence a uma comunidade, a comunidade dos filhos de Deus.
O chamado à santidade é um convite a pertencer à família divina. Somos uma geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1Pd 2,9). Isso significa que somos escolhidos e amados pelo Criador. Não somos o resultado do acaso, do destino, do pecado, mas o fruto do amor ilimitado da Trindade. Nascemos do amor de Deus e somos predestinados ao Amor. Nossa característica principal é amar e gozar a experiência fascinante de ser filho ou filha de Deus (cf. Ef 1,4-5).

Portanto, ser santo ou santa é acolher com alegria e disposição o chamado para tomar parte ativa na missão evangelizadora da Igreja, para anunciar a todas as pessoas o projeto de vida que a Trindade Santa tem para toda a humanidade. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; (Ef 5:1) Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. (Mt 5:48) Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? (1 Cor 3:16)
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domingo, 6 de julho de 2014

Primeira Missa do Neo Sacerdote Lucas


Hoje, a Coordenação de catequese da Paróquia do Ipu reuniu seus catequistas para mais um encontro de formação e planejamento. Apesar da grande falta dos catequistas, a reunião foi maravilhosa. Após algumas tomadas de decisão para algumas atitudes necessárias na catequese, os catequistas se reuniram e seguiram em procissão para a igrejinha, para junto com o Neo Sacerdote, Padre Lucas, celebrar sua primeira missa na igrejinha de Nossa Senhora dos desterros, já que a Matriz está em reforma. O Público não era tão grande e pelo que pude presenciar a única pastoral reunida e presente foi a catequese. É sempre importante as pastorais celebrarem com os Neo Sacerdotes e demostrarem a verdadeira importância que um Padre tem na vida da gente.


Não quero falar desta importância e sim reproduzir partes do panegírico feito pelo Padre Raimundo Nonato. Panegírico é a homilia feita por outro Padre na primeira missa de um Padre. É uma palavra que vem do Grego. Era o discurso de caráter encomiástico ou laudatório que era pronunciado em grandes reuniões festivas do povo. Na Roma Antiga, denominava-se "panegírico" o discurso que os cônsules romanos pronunciavam diante do imperador, depois de serem eleitos, manifestando-lhe seu respeito e admiração.”
Eis alguns trechos.

“Que nós, padres conservemos puro e mortificado este corpo que já não é nosso, mas também do Senhor, e lembremo-nos de que cada renúncia que impomos à nossa sexualidade é morte com Cristo e é glória para a Igreja. Para nós da Diocese de Sobral, este ano vocacional nos convoca para uma reflexão profunda sobre a nossa identidade de cristãos e para nós a sacerdotal e sobre um empenho em viver a nossa missão tão bela e indispensável que somente sacerdote ordenados podem desempenhar, somente nós sacerdotes podemos reconciliar o povo pecador com seu Deus; somente nós podemos perdoar pecados; somente nós podemos consagrar o corpo e o sangue de Cristo no sacrifício da Eucaristia que é o mesmo sacrifício redentor realizado no calvário. Cumpre-nos pois, assumir com amor misericordioso as funções que nos é confiada. Somos nós os legítimos e únicos pastores anunciadores, discípulos e missionários que Jesus escolheu como diz o seu lema ‘Não como servos, mas como amigos’, somos os pastores únicos do rebanho de Cristo nesse mundo esquecido dos valores supremos da salvação; somos os pastores dos quais disse a Igreja na Palavra do santo padre São João Paulo II ‘Darei os verdadeiros pastores’. 
Agora eu pergunto para a assembleia: e os leigos, o que vocês podem fazer para que haja padres santos? É um fato que o padre bom, forma bons leigos, mas é um fato também que os bons leigos formam bons padres. Eu creio muito nesse reverso da medalha. Acho que muitos padres que conheci por dentro consagrados e eleitos de Deus perderam o estimulo por serem pastores e profetas para um povo de Deus e homens de oração que lhes faltou o calor do mundo leigo; muitos padres tiveram a desventura de ir para paróquias frias, nada estimulantes onde lhes faltaram o impulso para serem apóstolos e ficaram somente sendo homens entre outros homens. Os leigos são chamados a uma ação na Igreja. O concílio Vaticano II os convocou a compenetração deste dever e esta ação deve começar junto ao padre. É preciso dar calor humano e calor de fé aos padres. Não basta dizer que o padre não vibra, nada faz, não tem jeito de pastor. O que é preciso fazer?
Orar pelos padres. Ser padre autêntico é dom de Deus. Se o padre não reza bastante, vamos rezar por ele.
Ver os padres com a luz da fé. Cristo está presente neles, através deles recebemos Cristo, recebemos o perdão e a vida nos sacramentos que os padre administram.”
Estar com o padre, conversar com ele, não querer levar o padre para o mundo com suas futilidades, mas levar ao padre a ansiedade de quem precisa de Deus.
Trabalhar com o Padre. Não trabalhar simplesmente por ele, mas dar-lhe a mão nos seus empreendimentos, o fazendo gostar de ser pastor porque encontra quem o ajuda.
Fazer alguma coisa para que surja novos padres na comunidade. As vocações nascem no meio dos leigos, nas famílias. Os leigos tem tanto a obrigação de formar Padres, quanto os Bispos. Não são os Bispos que devem dar padres aos leigos e sim os leigos que devem dar padres aos bispos.

Por fim, encaminhar seus filhos para serem padres. As vocações nascem nas famílias e nas comunidades. Não a Padres a não ser na medida em que há leigos que os façam nascer!

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segunda-feira, 31 de março de 2014

Dinâmica de Oração para a Páscoa

Enraizar a Fé nos Sacramentos e frutificar pela força do Espírito Santo

 
             Objetivo geral: celebrarmos na catequese a Pascoa do Senhor Jesus, em unidade com todos os grupos. A ideia é simbolizarmos  a nossa vida com uma ÁRVORE feita em isopor, que será ilustrada de maneira a ficar indentica a mesma, porem terá também um formato de cruz, para que jamáis nos esqueçamos das nossas cruzes. A Árvore para nós terá dois sentidos:
             A- Salmo 1 - Feliz o homem que se compraz na lei do Senhor e nela medita dia e noite. É como árvore plantada à beira das águas: dá fruto a seu tempo e sua folhagem não murcha. (Medite o salmo completo) A vida da gente é como uma grande árvore. Germina, nasce, dá flores, frutos... do fruto a semente que irá germinar uma nova árvore. Neste ciclo interminável nossa árvore precisa ser cuidada, regada, adubada para que ao florir e frutificar a esperança se renove.
              B- João 15 -  Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Medite até o versículo 10. A vida da gente só tem sentido real se estiver ligada a Deus, pois ele nos deu seu Espírito para que pudéssemos ter vida NEle. Fora DEle nada tem sentido, a felicidade é passageira, logo murcha e seca. Com Ele a felicidade é eterna e sempre dá muitos frutos.
             Objetivo específico: Por outro lado, há que ter sempre em consideração que o que aqui é dado é simplesmente uma proposta, cuja execução ficará em certa medida aberta à criatividade e aos recursos de cada um. A nossa proposta é baseada na catequese que será apresentada aos nossos catequizandos neste tempo.
             Apresentação da Dinâmica: A dinâmica será feita em três fases que corresponderão a três partes distintas da mesma árvore (No caso da nossa catequese sempre acontece aos sábados que antecedem o domingo especificado):
•   Quinta semana da QuaresmaRaízes da árvore (virtudes dos pais de nossa fé, patriarcas e Profetas – Estudo feito na catequese durante o mês de março).
•  Tempo da Páscoa – Ramos da árvore (cada galho representa uma turma de catequese e seu catequista – os galhos menores representam cada catequizando, as folhas representam os dons e os frutos, obviamente o fruto do Espírito Santo).
              Cada grupo de catequese deve assumir a árvore como elemento simbólico porem, especifico para cada etapa, onde o progresso deve se dar através do entendimento e se possível de conversão,  associado à continuidade como percurso que o cristão é chamado a fazer. Ninguém pode querer mudar a partir de cima. É essencial começar pela base, experimentar a conversão a partir das raizes da vida, contemplando a cruz e olhando para ela como tronco forte e sustentável da vida da qual surgem e nascem os galhos que nos une, e que também trazem a seiva, dons do Espírito que alimentam e geram frutos.
         Cada momento será acompanhado por uma ORAÇÃO, feita de maneira dinâmica e acompanhada da Palavra de Deus. É bom lembrar que um bom terreno (nosso coração) está bem preparado quando se tem uma vida intensa de oração e contrição e a PALAVRA DE DEUS é a fonte da vida. A foto acima exemplifica o modelo que idealizamos.
para que esta dinâmica seja bem feita é importante que vocês possam visitar e ler as dinâmicas seguintes:
O Terreno A vida de oração que brota de um coração sincero


O Fertilizante do Céu:

Dinâmica de Oração para a quaresma - A Água e o Adubo. 

As dinâmicas estarão sendo postadas todas as sextas feiras para quem quiser celebrar conosco.

A dinâmica que apresentamos é inspirada em um material divulgado pela Diocese do Porto
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domingo, 9 de março de 2014

Celebração do Rito de Admissão das crianças na Catequese do Ipu

«A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, que compreende especialmente o ensino da doutrina cristã, ministrado em geral dum modo orgânico e sistemático, em ordem à iniciação na plenitude da vida cristã».  Sem se confundir com eles, a catequese articula-se com um certo número de elementos da missão pastoral da Igreja que têm um aspecto catequético, preparam para a catequese ou dela derivam: o primeiro anúncio do Evangelho ou pregação missionária, para suscitar a fé; a busca das razões de acreditar; a experiência da vida cristã; a celebração dos sacramentos; a integração na comunidade eclesial; o testemunho apostólico e missionário  «A catequese está intimamente ligada a toda a vida da Igreja. “Dependem essencialmente dela não só a expansão geográfica e o crescimento numérico, mas também, e muito mais ainda, o crescimento interior da Igreja e a sua conformidade com o desígnio de Deus”. CIC 5-7 Sendo assim, a catequese é essencial na vida do cristão. Marcamos início aos 7 anos sem data de parada ou finalização.

Para demonstrar o valor da catequese na vida de seus paroquianos, a Paróquia do Ipu fez hoje a abertura oficial do processo de iniciação à vida crista das crianças em idade de catequese na Matriz. Esta celebração já vem acontecendo nas capelas e comunidades onde existe catequese. Hoje acontece com todos os grupos de catequese da Matriz em três celebrações: A primeira foi as 7 horas na Capela de Nossa Senhora no Patronato Sousa Carvalho, com a participação dos grupos de catequese: Medalha Milagrosa do Patronato Sousa Carvalho, Centro Educacional mundo Encantado da escola CEME  (mesmo nome), Nossa Senhora das Graças do Mundo Encantado( antigo Monsenhor Gonçalo), Nossa Senhora de Fátima do bairro pedrinhas, Nossa Senhora das Dores da escola Valdimira Coelho nos canudos e  Divina Misericórdia no bairro do Escondido> As demais acontecerão as 18 horas na Capela João Paulo II e as 19 horas no Santuário das Graças.
A celebração foi presidida pelo Diácono Lucas com a presença de todos os catequistas destes grupos, catequisandos e catecúmenos com seus respectivos introdutores, a maioria pais.
O Diácono acolheu e celebrou a primeira parte do Rito na porta de igreja, introduzindo os novos catequisandos e catecúmenos na primeira fase da catequese e na assembleia para a celebração da Palavra. Os Pais presentearam seus filhos com o primeiro catecismo, um livro exclusivo da catequese paroquial.  Após a homilia os pais das crianças que estão na segunda fase presentearam seus filhos com a sua primeira Bíblia.
O que acho lindo nesta maneira de catequisar é ver os pais entregando seus filhos aos cuidados da igreja para a catequese. Sabemos que todos os pais devem ser os primeiros catequistas dos filhos (DC 84 – nº. 238), e que todo o crescimento dos filhos deve ser permeado, pelo constante testemunho dos pais sendo um exemplo de vida cristã. Não há melhor catequese inicial que “a experiência cristã vivida no ambiente familiar, pois é um marca decisiva para a vida do cristão”. Por isso se faz necessário que os pais percebam que o acompanhamento catequético nada vai mudar na vida de seu filho se ele não tiver um testemunho que seja observado no seu dia a dia junto de sua família.
“A catequese é um aprendizado dinâmico da vida cristã (…) vai além do ensino, ela põe em prática a dinâmica do encontro com Jesus Cristo (…) ela educa para a vida de comunidade.” (DC 84 – 40).  É preciso nos conscientizarmos de que a catequese é uma educação da fé que tem início a  na família e se estende até a comunidade cristã. Que para educar hoje na fé a crianças e adolescentes, é necessário inovar, mas não deixar a pratica de antigas raízes da nossa fé, isto é: a oração, a missa, o comprometimento com a comunidade local entre outras coisas que devem ser praticado em família. A catequese não acontece uma vez por semana quando o catequizando está junto ao catequista, que basta deixá-la na frente da Igreja e vir buscá-la depois, isso é parte de uma grande estrutura que envolve a dinâmica de tornar este adolescente um cristão comprometido com o Reino de Deus, com a Palavra de Deus, com a sua comunidade, com sua família, consigo mesmo.

Para muitos o Rito de Admissão na catequese é coisa nova; Porem, afirmo que não. Foi o Concílio Ecumênico Vaticano II (1961-64), instrumento maravilhoso da renovação da Igreja suscitado pelo Espírito Santo, que pediu que se restabelecesse  “o Catecumenato e os sagrados ritos a serem celebrados em tempo sucessivos, conforme a  tradição” (Constituição dogmática “Sacrosanctum Concilium - 1963).
No inicio da Igreja, durante o 2º, 3º e 4º século da era cristã,  chamava-se  “Catecumenato” o itinerário espiritual com que era iniciados na fé, na vida cristã e na comunidade os que queriam ser discípulos de Jesus Cristo e membros da Igreja de Jesus Cristo. O tempo glorioso do Catecumenato foi na época dos chamados “Santos Padres da Igreja”: Santo Hipólito, Tertuliano, São João Crisóstomo, Santo Agostinho, Santo Ambrósio, etc.: um tempo de grande ardor evangelizador e missionário.
O Catecumenato, incluindo o tempo do pré-catecumenato, tinha a duração de até três anos. A última etapa do catecumenato era a Quaresma e culminava na Vigília Pascal, com a celebração dos três Sacramentos da Iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia.  Os catecúmenos eram introduzidos por uma pessoa da comunidade chamada “Introdutor”, ou “garante”, ou “padrinho” (“madrinha”); eram acompanhados por um  Catequista  que lhes mostravam a verdade e o caminho de Cristo e por toda comunidade que celebrava as diversas etapas destas iniciação.

Em 1975, Papa Paulo VI  promulgou o “Ritual de Iniciação Cristã de adultos” (RICA): um ritual com que as comunidades cristãs e seus padres devem acompanhar, com ritos e celebrações, o itinerário espiritual da iniciação cristã, o catecumenato.   Depois de um tempo de esquecimento, o RICA foi reeditado para a Igreja do Brasil, no ano 2001, em ocasião da 2ª. Semana brasileira de catequese e, felizmente, começa a ser assumido nas comunidades.
Conforme o RICA, os sagrados ritos catecumenais devem marcar o itinerário da iniciação cristã seja dos jovens e adultos, seja das crianças e adolescentes em idade de catequese.  No capítulo V do RICA, com o título “Ritos de Iniciação de crianças em idade de catequese”,  se diz claramente que alguns ritos devem ser usados também com as crianças da catequese: não só com que devem ser batizados, mas também com as crianças que, já batizados na infância, estão preparando-se para a Primeira Comunhão. “Com efeito - diz o Rica - as crianças que vão ser iniciadas para o Batismo pertencem, geralmente, a um grupo de companheiros já batizados, que se preparam para a Eucaristia!”
 
No Catecumenato Eucarístico, procuramos vivenciar o espírito do Catecumenato para uma autêntica iniciação cristã com crianças e adolescentes, e também fazer os Ritos que o RICA propõe no Cap. V: Rito de Admissão (ou: “Rito de  instituição dos catecúmenos”; Rito de Purificação (ou: “Escrutínios”); Batismo e Primeira Eucaristia.

Estas práticas são da igreja, portanto não é nada novo, más um desafio muito grande para nós catequistas introduzir na comunidade, devido ao desconhecimento da história da igreja. Contamos com as bênçãos de Maria, nossa mãe Santíssima, a luz do espírito Santo e a ajuda dos Santos e Anjos para esta caminhada de fé, onde iremos ajudar estas crianças abrirem mais uma porta na vida em direção ao Reino de Deus. Queremos fazer deles discípulos missionários do Senhor. Jesus espera isto de nós.

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quarta-feira, 5 de março de 2014

Dinâmica de oração para a quaresma

A Quaresma é o um grande retiro espiritual que todo cristão aproveita para visitar o deserto da sua vida; na aridez das areias que estão constantemente mudando de lugar, preparar um terreno onde possa plantar uma boa semente e assim, quando a árvore crescer e frutificar, você possa colher os frutos do Espírito Santo.
É nesta época que buscamos o que há de pior em nós e tentamos melhorá-lo. É o tempo em que, privilegiadamente, tentamos aproximar-nos mais da perfeição e do legado que Jesus nos deixou.
Este é o tempo em que cada um de nós faz uma caminhada em direção a Cristo, buscando o caminho da perfeição, rumo a uma sociedade justa e solidária.
Queremos propor uma dinâmica de oração quaresmal, onde o propósito será a preparação do seu coração e espírito para a Páscoa.
Por que uma árvore? Em primeiro lugar, também nós, na nossa caminhada, somos como árvores: há uma Palavra (a semente), que Alguém planta em nós. Há medida que vamos crescendo em Fé, vamos ganhando raízes, troncos, ramos, e, eventualmente, a nossa Fé frutifica – em obras, testemunho, evangelização…
Esperamos que cada um daqueles que nos acompanharem possam comentar, dizendo como está o seu crescimento, a sua frutificação, o seu germinar, como está regando e adubando sua árvore, ou seja: como está o seu contato com o Senhor. O nosso propósito é poder ressuscitar com Jesus e assim termos uma santa Páscoa.



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terça-feira, 4 de março de 2014

Mensagem do Papa Francisco para a quaresma

O convite aos cristãos para testemunharem sua fé por meio da convivência comunitária é feito pelo papa Francisco em sua mensagem para o Quaresma 2014, que terá início no dia 05 de março, Quarta-feira de Cinzas. O texto divulgado pelo Vaticano, apresenta algumas reflexões chamadas pelo de “caminho pessoal e comunitário de conversão”.
“O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança”, disse o papa Francisco. Confira a íntegra da mensagem:
Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8, 29).
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.
O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diaconia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.
O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!
Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir.
Francisco 
Fonte: CNBB
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Significado da Cerimônia de Cinzas



O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: "Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza" (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.
O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que recusavam-se a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro "De Poenitentia" , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria "viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas". O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás". Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: "Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?" O moribundo então respondia: "Sim, estou de acordo". Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja. Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz : "Recorda-te que és pó e em pó te converterás" ou então "Arrepende-te e crede no Evangelho".

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.

Bênção e imposição das cinzas no início da Quaresma
(Quarta-feira de cinzas)

Aceitando que nos imponham as cinzas, expressamos duas realidades fundamentais:
Somo criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avaliar melhor os rumos que compete dar à nossa vida: "você é pó, e ao pó voltará" (Gn 3, 19). Somo chamado;

Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.

Muitas comunidades sem padre assumiram esse rito significativo como abertura da quaresma anual, realizando-o numa celebração da Palavras.

Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21). Faça uma pesquisa através de todas estas passagens bíblicas, prestando a atenção ao texto e seu contexto, relacionando com a vida pessoal, comunitária, social e com o rito litúrgico da Quarta-feira de cinzas.
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O significado do nome Quaresma


Chamamos de Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual e onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar seu espírito para a Páscoa.
Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Iniciamos a Quaresma marcando a testa com cinzas na quarta feira pós-carnaval, para lembrar o fim da própria mortalidade. Essa marca normalmente permanece na testa até o pôr do sol. Esse simbolismo faz parte da tradição demonstrada na Bíblia, onde vários personagens jogavam cinzas nas suas cabeças como uma prova de arrependimento também como prova do seu desgosto.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.
Qual o significado destes 40 dias?
O povo tem tentado entender o significado dos números, porém é, provavelmente, impossível chegar a uma explicação plena e completa. Cada povo constrói uma simbologia muito própria. Portanto, não é possível explicar o significado hebraico do número 40, tomando por base o sentido egípcio ou cananeu.
No Antigo Testamento, o número 40 ocorre muitas vezes relacionado a momentos significativos da história bíblica. Entre tantas ocorrências, quatro são destaques no Antigo Testamento: o período do dilúvio foi de 40 dias (Gn 7.4); os hebreus caminharam 40 anos pelos desertos até atingir Canaã (Js 5,6); a duração do bom reinado de Davi foi de 40 anos (2Sm 5.4); Elias caminhou 40 dias para encontrar com Deus no Sinai (lRs 19.8). Não deveríamos entender o número 40 como um múltiplo de quatro? 
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. provavelmente, tem a ver com os quatro pontos cardeais dos quais vêm os quatro ventos que abastecem a terra de oxigênio. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades.  O relato da Criação afirma que quatro rios irrigam toda a terra (Gn 2.10-12). Não estaríamos diante do símbolo da intervenção divina que renova a vida e a esperança no mundo? Por tudo isso que foi falado, acima, provavelmente, o número 40 sinaliza o início de um novo período de atividade de Deus.

No NT, o simbolismo do número 40 continua. Por exemplo, Jesus recolhe-se no deserto por 40 dias e 40 noites (Mt 4.3; Mc 1.1; Lc 4.2). Uma outra ocorrência significativa, na vida e obra de Jesus, é mencionada por Atos dos Apóstolos: Jesus, após a ressurreição, permaneceu na terra 40 dias (At 1.3).
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Catequese com Jovens e adultos - Primeira Eucaristia

De dois em dois anos acontece a confirmação do Batismo para os cristãos de nossa Paróquia. Em agosto do ano passado teve início uma grande turma de jovens que estão se preparando para assumirem seu compromisso com o discipulado do senhor. São mais de mil jovens. mesmo assim ainda ficam muitos de fora e nos procuram para um encontro pessoal com Jesus na Eucaristia. A paróquia de São Sebastião está preparando uma turma de catequese com adultos no Patronato Sousa Carvalho. Já estão abertas as inscrições. É só procurar o Sr. Osorio no Patronato. Podem participar todos com idade acima de 13 anos. A catequese acontecerá todas as sextas feiras, às 18 horas no Patronato, com início previsto para o dia 2 de maio. É uma catequese imediata que dura pouco mais de 4 meses. No final de setembro já estarão tendo o seu primeiro encontro com Jesus Eucarístico. Adultos também podem participar, pois só existe idade mínima.

Agradece a Coordenação de Catequese.
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O QUE É QUARESMA?


A quaresma é o tempo litúrgico de quarenta dias, realizado com penitência e conversão, para nos preparar para a maior festa da igreja católica, a Páscoa: a Ressurreição de Jesus Cristo. A palavra Quaresma vem do Latim, significa quadragésima.
A Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa. Começa na quarta-feira de cinzas e termina no domingo de ramos,, quando começa a semana santa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual, ou seja, momento oportuno para aproximar-se de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos, e a partir da meditação, fazer uma mudança radical de vida. Esta mudança significa um recomeço, um renascimento para as questões temporais, espirituais e crescimento pessoal, intensificando a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
A quaresma é um grande retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. “Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes” (cf. Cl 2, 12).
Durante a Quaresma, somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, entrando em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-nos semelhantes a Ele na Sua morte, para alcançarmos a Ressurreição dentre os mortos (cf. Fl 3, 10-11). Isso exige uma transformação profunda pela ação do Espírito Santo, orientando nossa vida segundo a vontade de Deus, libertando-nos de todo egoísmo, superando o instinto de dominação sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. Durante este Tempo a igreja não canta o Aleluia e nem entoa o Hino de Louvor, deixando tudo para o domingo de Páscoa, onde todos os cristãos se rejubilam de alegria com a ressurreição do Senhor.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias.
Quanto mais fervorosa for a prática dos exercícios quaresmais, maiores e mais abundantes serão os frutos que colheremos do Mistério de nossa redenção.
Também a vivência da Campanha da Fraternidade ajuda a fazermos uma boa preparação para a Páscoa. A CNBB propõe para este ano o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).
Tudo isto leva-nos a redescobrir o compromisso assumido no nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento da penitência significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna. (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).
Foto: Catequese com crianças

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