quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Começa a catequese de Iniciação a Vida Cristã na Paróquia de Ipu



 Iniciamos neste domingo, 4 de janeiro de 2015, o segundo ano do Projeto de Iniciação a vida cristã, na Paróquia do Ipu. O tema da Iniciação à Vida Cristã se coloca dentro da inquietação missionária que perpassa hoje toda a Igreja, preocupada com a santificação da vida de todos os cristão. Não é um tema novo, mas o desdobramento do Diretório Nacional de Catequese (2005), de Aparecida (2007: uma Igreja em estado de missão), da Missão Continental (2008)... e tantos apelos atuais da Igreja.


Por Iniciação Cristã se entende o processo pelo qual alguém é incorporado ao mistério de Cristo Jesus; não se reduz à catequese, mas inclui, sobretudo a ação celebrativo-litúrgica. A catequese é um elemento, o mais longo e importante, do complexo processo pelo qual alguém é iniciado à fé cristã. Teologicamente falando a verdadeira iniciação se dá na celebração dos sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma, chamados justamente, a partir do século XIX, de Sacramentos da Iniciação. Trata-se de uma iniciação que poderíamos chamar de sacramental. A estrutura catequética está em função dessa iniciação sacramental e vital. 

Diante de tantas dificuldades que a catequese enfrenta todos os anos com afastamento de crianças após a primeira Eucaristia, sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação na vida cristã que comece pelo kerygma e guiado pela Palavra de Deus, permita um encontro pessoal cada vez maior com Jesus Cristo, experimentado como plenitude da humanidade e que leve à conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e a um amadurecimento de fé na prática dos sacramentos. Em outras palavras, um verdadeiro discípulo de Jesus.
Neste primeiro mês de 2015 os catequistas desenvolverão um trabalho missionário em suas comunidades, buscando anunciar o projeto e a data de inicio.
Na Paróquia serão feitas inscrições de crianças com idade de catequese em todas as comunidades catequizadoras da Paróquia, até mesmo nas capelas. 
As inscrições dos catequisandos acontecerão a partir do dia 31 de janeiro. Os Pais deverão procurar imediatamente o centro catequético de sua comunidade para renovar as inscrições dos seus filhos, pois o número de vagas é limitado devido a falta de catequistas. Os pais devem levar seus filhos, pois, enquanto um catequista faz a inscrição o outro dá o primeiro encontro. Na Catequese não se perde tempo. Após a primeira quinzena de fevereiro não serão mais aceitas inscrições. Dia 21 de fevereiro será o Rito de Admissão na Capela de Nossa Senhora no Patronato, dia 22 no Santuário das Graças e depois de acordo com as missas nas comunidades. Até lá todas as comunidades já devem estar com suas turmas prontas.  

A catequese para a Eucaristia tem três anos de preparação, começando aos sete anos com o querigma, 1º Tempo do pré catecumenato. Aos oito anos a criança passará para o primeiro ano do 2º Tempo para ter seu encontro pessoal com Jesus Eucarístico aos dez anos, pois são dois anos com um rito de passagem. Veja o quadro que ilustra o desenvolvimento da catequese de iniciação a vida cristã e as idades de aceitação na catequese:

 

    Pré catequese - 7 Anos completos


Rito de Admissão na catequese:
            Catequese na Infância 1ª Fase – 8 Anos completos - Entrega do primeiro catecismo - Livro Oração do Cristão. 
Rito de Passagem no final do ano com a entrega do Símbolo Apostólico, nossa profissão de fé "O Credo".

Catequese Eucarística 2ª Fase – 9 Anos completos - Entrega da sua primeira Bíblia, os Evangelhos.
Após a Primeira Eucaristia a criança deve continuar na catequese:
Infância e Adolescência Missionária - Acólitos - Coral de Crianças

Agenda resumida das Atividades da Catequese Paroquial

Janeiro - O catequista faz ou renova sua inscrição na Paróquia e recebe as primeiras orientações para o ano. Este mês fica reservado para a organização de cada grupo catequizador. Aproveitamos para fazer uma leitura do Livro: “Relações Humanas na Catequese”. A proposta deste livro é a organização de um grupo de Catequese. Este ano, as inscrições começam dia 31 de Janeiro.

Fevereiro – Na primeira quinzena acontecem as inscrições das crianças na Catequese em toda a Paróquia, seguida dos primeiros encontros de apresentação mútua em todos os grupos da Matriz. A inscrição é feita com a presença dos Pais ou Introdutor para a assinatura das fichas de inscrição e primeiras orientações e a apresentação de um documento de identificação da criança. Não devem ultrapassar este tempo para facilitar a organização. Acontecem o rito de admissão para os novos catequisandos da primeira fase.

Março – Rito de Admissão na Matriz. No mesmo rito o líder da comunidade oferta no altar do Senhor os seus trabalhos, representado em uma pasta contendo todas as fichas das crianças. Com este rito inicia-se também a missa na catequese. É o momento de celebrarmos as vitórias conquistadas com muito amor e pedir a presença de Jesus, princípio e fim de nossa catequese.

Abril – Os catequistas recebem uma ficha de chamada que será acompanhada pela Coordenação. Celebração de Páscoa coletiva na catequese.

Junho - Hora de chamar os pais e conversarem com eles sobre a participação ativa das famílias na catequese.

Setembro – A Coordenação e o Pároco preparam a celebração da Primeira Eucaristia. Catequistas relacionam as crianças que realmente estão preparadas e apresentam a coordenação.

Outubro –Ensaios dos cânticos para a primeira Eucaristia (dentro da Celebração Eucarística).

Novembro – Na última semana, por ocasião da festa de Cristo Rei, acontece o Batismo dos catecúmenos e o rito de passagem de fase na catequese com a entrega do Credo..

Dezembro – Na festa da Imaculada Conceição, a Festa da Primeira Eucaristia das crianças.

Osorio Soares Gomes – Coordenação de Catequese paroquial.

Palavras do Santo Padre, o papa:

Amados catequistas, recomeçar sempre de Cristo! Agradeço-vos pelo que fazeis, mas sobretudo porque estais na Igreja, no Povo de Deus em caminho, porque caminhais com o Povo de Deus. Permaneçamos com Cristo – permanecer em Cristo –, procuremos cada vez mais ser um só com Ele; sigamo-Lo, imitemo-lo no seu movimento de amor, no seu sair ao encontro do homem; e saiamos, abramos as portas, tenhamos a audácia de traçar estradas novas para o anúncio do Evangelho.

Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos acompanhe! Obrigado!
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O encontro de catequese na dinâmica dos Discípulos de Jesus

Nestes últimos anos a Catequese tem inovado muito na maneira de trabalhar. Catequista que não se prepara fica estacionado no tempo, congelado, sem ações que possam se concretizar. A 30 anos utilizamos a propostas da Catequese Renovada, muito visíveis: o uso da Palavra de Deus, a importância de ligar a fé com a vida, perceber e respeitar as situações dos catequizandos tais (interesses, jeito de viver, idade, cultura...), a preocupação em fazer uma catequese mais comprometida com a comunidade, envolvimento da família, o uso de uma metodologia mais criativa, dinâmica, mas que insira o catequizando na sua família cristã que é a igreja...

A nossa preocupação é que se possa superar uma fé que apenas passa por um texto, ou doutrina, e que, com os nossos catequizandos, possam fazer uma verdadeira experiência de Deus durante o seu caminho rumo a Iniciação à Vida Cristã, vivenciada como processo e encarnada no dia-a-dia, na luta por mais justiça e acolhendo a vida como maior dom de Deus.

Diz o documento que a finalidade da catequese é a “maturidade da Fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral” (CR 318).

A maturidade da fé não se faz de um dia para o outro. Ela tem início na família, contínua na comunidade e acompanha a pessoa por toda a vida.

No Estudo 97 da CNBB Cap. V 114 diz o seguinte: Os participantes do processo de Iniciação Cristã devem ser vistos como interlocutores e não simples destinatários da Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal. Eles têm direito, portanto, a animadores, agentes e catequistas competentes e testemunhas do Reino, bem como a todo o apoio da comunidade eclesial que com eles trabalhem num processo participativo (Também está escrito no DNC, cap. VI).

Enquanto catequistas precisamos agir e acolher o que a igreja nos oferece para nossa formação, pois catequista que não se prepara não prepara ninguém para uma vida de fé. Pensando nisto, estamos preparando nossos catequistas para este grande desafio da igreja.

Para meditarmos na nossa maneira de catequizar,  uma dinâmica que fez parte da nossa semana catequética. Foi a leitura orante da passagem: Os Discípulos de Emaús. Não vamos fazer uma leitura orante, mas pontuar os passos que Jesus ensinou aos discípulos na hora em que eles mais precisavam. São sete passos e queremos a participação de todo mundo que quiser contribuir. Prometemos publicar tudo que nossos visitantes contribuírem para enriquecer nossa dinâmica. Iremos dar pistas para os passos e vocês dinamizarão e dirão como deve agir um verdadeiro catequista, Discípulo do Senhor.
Acesse a dinâmica aqui                                                                 

QUAL A DIFERENÇA ENTRE APÓSTOLO E DISCÍPULO?

Discípulos

Segundo o Dicionário Caldas Aulete, discípulo e: 1 Indivíduo que recebe ensinamentos ou segue as ideias de um mestre; 2 Aquele que aprende, que estuda (qualquer disciplina); ALUNO; 3 Rel. Segundo os Evangelhos, cada um dos seguidores próximos de Jesus, a quem transmitiu seus ensinamentos; Aprendiz; Aluno. 4 Seguidor e continuador do trabalho de alguém; Epígono.: discípulos de Kant ; 5 Seguidor de um ideal, de uma filosofia, de uma virtude: discípulos da fé.

Então discípulo é aquele que aprende com um mestre, ou o que segue os princípios desse mestre, como por exemplo os discípulos de Moisés (Jo 9.28), ou de João Batista (Mt 9.14), ou de Jesus (Mt 22.16) - mas de um modo mais exato se dá a qualidade de discípulo, àquele que segue um mestre.

Apóstolo

Pela definição do Dicionário Caldas Aulete, apóstolo é: 1 Rel. Cada um dos doze discípulos de Jesus. 2 Pioneiro na difusão da fé cristã em uma região; Catequizador; Evangelizador. 3 P.ext. Rel. Missionário abnegadamente dedicado à catequização, à evangelização. 4 Fig. Defensor e divulgador de uma instituição, de uma ideologia, de um sistema de crenças etc.: apóstolo da democracia

Apóstolo também significa um ‘mensageiro’ especial: literalmente significa ‘enviado’, que sugere a ideia de que esse mensageiro representa a pessoa que o envia para alguma missão, como um procurador, delegado, embaixador, ou algo desse tipo. Por exemplo, no Novo Testamento, nos Evangelhos de S. Lucas ele fala que o nome apóstolos foi dado aos doze por Jesus (6.13) aos seus missionários, e em mais quatro outras oportunidades, Lucas emprega essa designação a respeito dos discípulos (9.10, 17.5, 22.14, 24.10).

Em cada um dos outros Evangelhos a designação de Apóstolo aparece apenas uma vez (Mt 10.2 - Mc 6.30 - Jo 13.16).

Nos Atos e Epístolas, como as escritas por S. Paulo, a palavra Apóstolo é mencionada mais vezes. E isso tem uma razão de ser porque Jesus chamou alguns ‘discípulos’ para acompanhá-lo e viverem com ele, para que fossem aprendendo bem os Evangelhos, e assim pudessem ser enviados por toda parte como seus representantes.

Podemos então definir Apóstolos como os Padres e Bispos e Discípulos como todos os seguidores de Jesus, que não são os batizados, mas os batizados que assumiram a missão de serem profetas, sacerdotes e reis. Ou seja, os batizados que estão a serviço de sua igreja, fundada por Jesus Cristo.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Catequese de Ipu priorizando a Iniciação a vida Cristã


A formação continuada sempre foi e sempre será essencial para os catequistas, como também para toda a comunidade, com seus dons e carismas, se envolvendo no processo de iniciação a vida cristã. A formação é uma necessidade de todos: “evangelizar-se para evangelizar”, a fim de cultivar a espiritualidade, de “beber no próprio poço” (Pr 5,15) ou seja, aprofundar-se na realidade e no mistério da vida da fé para saciar-se do mistério de Deus e transbordá-lo, para que todos saciem, de modo especial os interlocutores/destinatários que chamamos de catequisandos.
Para isso toda comunidade paroquial deve abrir a mente e o coração para entender que todos são responsáveis (alguns diretamente outros indiretamente) pelo processo de Iniciação, tornando-se uma Igreja servidora, misericordiosa, acolhedora, orante, evangelizadora e celebrativa.
Sempre disse que catequese é formadora de cristão convictos, e que os sacramentos são uma consequência natural d’aquele que conheceu, passou a amar, desejou e agora quer servir Jesus Cristo com sua vida. Por tanto, catequese forma para uma vida Eucarística. A comunidade precisará transmitir pelo exemplo, que o aspecto central da vida cristã é a unidade, como lemos em São Paulo: “A meta é que todos juntos nos encontremos unidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus, para chegarmos a ser o homem perfeito que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo” (Ef 4, 13).
E esse conhecimento do Filho de Deus precisa ser construído dia a dia, passo a passo, ser amadurecido tanto individual como coletivamente. A catequese precisa ser continuada e orgânica, não deixando espaço ocioso na vida do cristão. As Paróquias precisam formar seus melhores agentes para enfrentar este desafio proposto pela igreja, para uma iniciação não só cristã como aprendemos, mas para uma vida cristã. O caminho a percorrer é longo, a forma não é nova, mas para muitos é desconhecida, o desafio é contínuo, o trabalho é instigante.  
Tivemos em 2010 um estudo aprofundado, com o Padre Almir Magalhães da Arquidiocese de Fortaleza, onde ele deixava claro que se alguém quiser realmente fazer um trabalho sério precisaria parar e começar do zero.  Pensando nisto, nossa Paróquia aos poucos está investindo na formação de nossos agentes. 

Em 2013 fizemos um estudo mais aprofundado do 5º capítulo do documento 97 para todos os catequistas da catequese infantil.  O DAp (12, 243-244) aponta com clareza: A fé é dom de Deus! “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva”.
Por estes motivos fizemos uma semana catequética com o tema:
“INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ... Onde será? Com quem contar?”
Neste estudo procuramos descobrir:
1 Os sujeitos e os agentes da Iniciação Cristã
2 O sujeito do processo de iniciação
3 Animadores da iniciação: ministérios e funções
4 A Família no processo da Iniciação à Vida Cristã
5 Os catequistas do catecumenato propriamente dito
Neste estudo vimos a necessidade da Igreja (pastores e agentes de pastoral) investirem mais no acolhimento e orientação da pessoa na trilha deste encontro pessoal e intransferível com Jesus Cristo vivo, da sua inserção na comunidade eclesial, e do engajamento na construção do Reino de Deus, como o todo da vida cristã. Isso é comprometimento consciente pessoal e comunitário com a vida de Cristo, dada por amor até a morte.
Logo em seguida, 2014, visitamos todas as comunidades falando da nova maneira de catequizar e lançamos o processo de iniciação a Vida Crista de crianças em nossa Paróquia. Como dependemos do material humano, e isto inclui na vida de nossos catequistas, família, trabalho, relacionamentos e outros problemas que não podemos prever, o primeiro ano não achei muito proveitoso.
Fizemos o rito de Admissão de acordo com o RICA: nesta celebração os pais trazem seus filhos e os confia à igreja. O sacerdote os acolhe em nome de Jesus e os entrega aos cuidados dos catequistas. Acompanhamos passo a passo toda a formação destas crianças, mas como sempre, + ou - 20% se afastaram durante o primeiro ano. Isto é sinal de falta de compromisso dos Pais. Infelizmente, a maioria dos familiares, hoje, se dizem cristãos, mas não seguem em nada a doutrina cristã. Estamos vivendo em um modo em que o ter vale muito mais do que o ser e por isso a educação da fé de seus filhos está por conta de uma sociedade secular, onde a fé é vendida através de camelôs.

No final do ano celebramos na festa de Cristo Rei o rito de passagem, onde entregamos o Credo, nossa profissão de fé, para as crianças que completaram o primeiro ano.
Resta a nós, catequistas, sermos mais fiéis a Nosso Senhor, colocando em prática a nossa missão, levando estas crianças a um encontro pessoal e personalizado, para que eles, desde já se sintam um verdadeiro discípulo de Jesus. Para isto, os encontros de formação, a participação ativa e o compromisso pessoal de cada catequista é imprescindível.
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domingo, 18 de janeiro de 2015

Projeto de Iniciação a Vida Cristã das Crianças da Paróquia de Ipu

Sempre disse que catequese é formadora de cristãos convictos, e que os sacramentos são uma consequência natural d’aquele que conheceu, passou a amar, desejou e agora quer servir Jesus Cristo com sua vida. Por tanto, catequese forma para uma vida Eucarística. A comunidade precisará transmitir pelo exemplo, que o aspecto central da vida cristã é a unidade, como lemos em São Paulo: “A meta é que todos juntos nos encontremos unidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus, para chegarmos a ser o homem perfeito que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo” (Ef 4, 13).
A catequese precisa ser uma verdadeira e autentica experiência com a Pessoa de Jesus Cristo. Cada catequista deve deixar "A Palavra de Deus" se manifestar em suas atitudes e palavras. Mas para isso, é preciso desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro pessoal e prazeroso com O Cristo, ou seja, nos tornarmos uma Igreja, casa da Iniciação à vida cristã.
Preocupada com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015, a Paróquia do Ipu realizou em 2013 a XI Semana Catequética com um estudo mais aprofundado do 5º capítulo do documento 97 para todos os catequistas da catequese infantil.  O tema foi:
Neste estudo buscamos descobrir:
1 Os sujeitos e os agentes da Iniciação Cristã
2 O sujeito do processo de iniciação
3 Animadores da iniciação: ministérios e funções
4 A Família no processo da Iniciação à Vida Cristã
5 Os catequistas do catecumenato propriamente dito
Infelizmente, devido a inúmeros problemas, houve uma ausência de + - 40 % dos catequistas. Como é nosso desejo desenvolver em nossa Paróquia Um projeto de Iniciação a Vida Cristã de acordo com os documentos da Igreja, o nosso Pároco resolveu dar mais uma oportunidade aos catequistas faltosos e desenvolveu a segunda edição da XI SemanaCatequética.
A partir destes estudos, elaboramos um “Projeto para as Crianças” de nossa Paróquia. O Projeto é todo embasado nos diversos documentos de nossa Santa Mãe Igreja, a começar pelo Concílio Vaticano II.
Eis os temas já divulgados:
 Igreja povo santo de Deus - De acordo com o Concílio Vaticano II
 Catequese a serviço da iniciação cristã De acordo com o Diretório Geral para a catequese
É nosso desejo ver todos os cristãos autênticos em sua fé professada, transformando a vida de sua comunidade como fermento na massa, iluminando a vida da sociedade para que sejam mais fraterna e justa.
Na foto ao lado você vê uma criança colocando uma folha com seu nome em uma cruz, simbolizando a árvore da vida (João 15) em que Jesus é a Videira verdadeira e nós os seus ramos. Veja a dinâmica e como fazer.
Segundo o DGC a missão da Igreja no mundo é sentida de maneira nova. Com base numa renovação interior, o Concílio abriu aos católicos à exigência de uma evangelização ligada necessariamente com a promoção humana, à necessidade do diálogo com o mundo, com as diversas culturas e religiões e à urgente busca da união entre os cristãos. A ação evangelizadora da Igreja, e nesta a catequese, deve buscar mais decididamente uma sólida coesão eclesial. Para isso, é urgente promover e aprofundar uma autêntica eclesiologia de comunhão, para gerar nos cristãos, uma profunda espiritualidade eclesial. (DGC 28)
Em 2014 iniciamos o Processo de Iniciação a Vida Cristã das Crianças em nossa Paróquia.  A experiência é de 2 anos e estamos esperançosos que seja muito positiva. Sabemos que os obstáculos são inúmeros e que a família é a principal chave para o bom desenvolvimento deste processo más, precisamos fazer a nossa parte. A catequese em nossa Paróquia já deu um avanço muito grande no desenvolvimento da Iniciação Cristã de crianças, porem ainda temos muito o que fazer para penetrarmos os lares das famílias destas crianças. Acreditamos que é um processo lento e que, com perseverança, as famílias compreenderão a verdadeira importância da vida cristã. Marcamos a catequese com dois grandes rito: A Admissão e a passagem de fase. Contamos com a participação ativa de todos os nossos catequistas nas formações mensais e desenvolvimento dos temas que iremos propor porque, ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as para segui-lo, ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora. DAP 287.


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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Primeira Eucaristia 2014 em Ipu


A Paróquia do Ipu está em festa! A Paróquia do Ipu está em Ação de Graças.
Em festa porque hoje é o dia da Imaculada Conceição e nos reunimos como igreja para celebrar celebra a solenidade da Imaculada Conceição, professando que a Mãe de Jesus foi concebida sem o pecado original, herança com que todos nascemos. A festa é celebrada no tempo litúrgico do Advento, de preparação para o Natal. Neste tempo, é importante lembrar-se também daquela que foi escolhida por Deus para ser a mãe do Verbo Encarnado; o Filho de Deus vem até nós através de uma mulher.

Estamos em Ação de Graças porque a catequese da Paróquia do Ipu celebra na festa da Imaculada Conceição a celebração da Primeira Eucaristia das crianças que estão na catequese. Este ano 230 crianças tiveram seu primeiro contato com Jesus Eucarístico. Com esta celebração encerramos mais um ano catequético.
Tudo começou muito cedo. As 6h30min o Padre Nonato chegou na Capela de Nossa Senhora das Graças no Patronato Sousa Carvalho e começou a acolher as crianças com seus Pais. Nosso Pároco fez questão de acolher pessoalmente cada criança, abraçando-as e brincando com elas. As sete horas em ponto entrou em procissão junto com os acólitos, leitores e as crianças que fizeram os cânticos vocais.

Em sua homilia Padre Nonato falou da criação que Santa Ana e São Joaquim deram a Maria como modelo para nós, pais. Maria foi tão bem educada que nem em sua infância ou adolescência conheceu o pecado. Asseguramos assim baseado no dogma  da Imaculada Conceição que afirma: A concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original  se prolongou durante sua existência, pois a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Consideramos que o dogma é apoiado na Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Se Deus escolheu a Virgem Maria para ser a mãe do seu Filho, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado.
Padre Nonato ressaltou a continuação da catequese após a primeira comunhão. A importância da educação familiar é fundamental na formação do caráter, moral e fé, colocando assim a catequese e a escola como complemento e não como base, já que na atual sociedade, os pais estão deixando seus filhos a mercê do mundo. Após a missa, Padre Nonato vai tirar foto com todas as crianças.
Estas crianças se preparam desde 2012. No dia 30 de Novembro, 18 catecúmenos receberam seu primeiro sacramento, o batismo. Nos dias 4 e 5 de Dezembro, Padre Nonato e Padre Lucas confessaram todas as crianças.

Dia 31 de janeiro de 2015 estaremos matriculando novas crianças para a catequese.
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domingo, 30 de novembro de 2014

Advento e Natal

ADVENTO Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação com muita oração para receber Jesus.
INÍCIO: 4 domingos antes do Natal 
TÉRMINO: 24 de dezembro à tarde
ESPIRITUALIDADE: Esperança e purificação da vida 
ENSINAMENTO: Anúncio da vinda do Messias
COR: Roxa

O Advento é celebrado em dois grandes aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal. Este tempo de preparação começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.
O tempo do Advento é para nós cristão  momento forte de esperança na mística cristã. É tempo de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.  Durante este tempo recordamos a dimensão histórica da salvação, evidenciando a dimensão escatológica do mistério cristão e nos inserimos no caráter missionário da vinda de Cristo. Procuramos aprofundar os textos litúrgicos desse tempo, constatando na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor, Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15). O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino. 

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão. Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra. No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Pobreza que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.
Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir Seu amor e desejo de nos salvar. Para dar significado a nossa celebração de preparação para receber aquele que advir,  durante o advento preparamos a coroa do advento, o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus. No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva à oração. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. Ainda hoje estaremos acendendo a primeiravela. Acompanhe conosco a confecção da coroa e o acender das velas.


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domingo, 27 de julho de 2014

A primeira Vocação do Ser Humano é a Vida.

Vocação humana – Existir – Viver
A primeira Vocação do Ser Humano é a Vida.
A vida de todo ser humano é um dom de Deus. Deus criou o mundo inteiro e viu que era bom.  Mas quando Deus criou o homem, criou-o a sua maneira, moldando-o do barro e soprando sobre ele o SEU ESPÍRITO. Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus para governar. (Gn 2)
Antes que Deus criasse o mundo e todas as coisas, já conhecia cada um pelo nome e desejava que todos participassem do banquete da vida. Foi por isso que Ele nos criou. Ele nos teceu carinhosamente no ventre de nossa mãe, cuidadosamente, e nos amou com amor eterno. Ele nos fez à Sua semelhança para que pudéssemos compartilhar com Ele de todos os Seus bens inefáveis. Deu-nos faculdades e potências que não colocou em nenhum dos outros seres criados: inteligência, vontade, memória, consciência, capacidade de amar; de sonhar; de sorrir; de chorar, de cantar; de falar... A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)
Vivendo em Plenitude somos chamados a sermos Santos.
A vocação à santidade está relacionada com a prática concreta da vida de cada um, dia após dia. Para ser santa, a pessoa não precisa fugir do seu estado de vida. Ela se santifica exatamente e somente pelo compromisso com a sua condição humana e cristã. A vocação à santidade consiste na capacidade de responder ao apelo divino por meio da vivência evangélica do próprio estilo de vida.
Na Bíblia a santidade tem duas grandes qualidades.
A primeira é que a santidade é exclusiva de Deus. Só Deus é Santo. Por isso mesmo, ela não é algo adquirido pelos esforços e méritos das pessoas, mas uma dádiva, um dom divino. A segunda qualidade está relacionada com o modo de sermos santos. A comunicação da santidade por parte de Deus não se dá diretamente e particularmente a cada pessoa, mas à comunidade convocada e reunida por ele. Ninguém se santifica sozinho. Este processo se dá a partir do momento em que a pessoa pertence a uma comunidade, a comunidade dos filhos de Deus.
O chamado à santidade é um convite a pertencer à família divina. Somos uma geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1Pd 2,9). Isso significa que somos escolhidos e amados pelo Criador. Não somos o resultado do acaso, do destino, do pecado, mas o fruto do amor ilimitado da Trindade. Nascemos do amor de Deus e somos predestinados ao Amor. Nossa característica principal é amar e gozar a experiência fascinante de ser filho ou filha de Deus (cf. Ef 1,4-5).

Portanto, ser santo ou santa é acolher com alegria e disposição o chamado para tomar parte ativa na missão evangelizadora da Igreja, para anunciar a todas as pessoas o projeto de vida que a Trindade Santa tem para toda a humanidade. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; (Ef 5:1) Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. (Mt 5:48) Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? (1 Cor 3:16)
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