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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Paróquia: Lugar da Partilha dos dons.

A festa de um padroeiro é uma ocasião muito propícia para a evangelização. A festa do padroeiro tem o poder de congregar diversos irmãos que estão até mesmo distantes da vida da paróquia, da Igreja. Por ocasião desta festa nós conseguimos alcançar pessoas que vem das diversas comunidades da paróquia.
E a partir daí vamos entender a paróquia não só como uma sede, como uma matriz, mas como uma rede de comunidades. Não existem comunidades sem pessoas, como não existem pessoas sem dons. Cada um de nós que nasceu, nasceu com diversos dons, com capacidades profundas que vieram de Deus.
Em primeiro lugar nós devemos entender que quando fomos batizados, fomos revestidos de uma missão. O Espírito que nos foi dado no batismo nos cumula de dons. Esses dons são para edificação do Reino. Nós recebemos os dons não para nos tornarmos estrelas, mais importantes que os outros.
Ao contrário, todos nós recebemos os dons. Esses dons partilhados, colocados a serviço tornam-se um bem muito grande para o Reino de Deus. Precisamos entender a paróquia como algo que é nosso e que somos nós que fazemos a paróquia.
A grande proposta de nossa Diocese é a proposta das Santas Missões Populares, onde os leigos, que foram batizados, que se vêem como Igreja, pedras vivas, que como Jesus, ungidos pela missão a evangelizassem. Como não seria a paróquia de Ipu, de Varjota, a nossa Diocese, a Igreja Católica, em pleno século XXI, se os católicos compreendessem a religião não apenas como barganha, como troca, toma lá da cá, Deus me dê isso que eu faço aquilo.
Imagine se nós que temos os dons colocássemos a serviço das pessoas. Tem tantos jovens que têm jeito para ser catequista, monitor de crisma, tantas pessoas que tem uma voz bonita que recebeu de Deus e que poderia colocar a serviço do reino de Deus, da glória de Deus, quantos não tem o dom de visitar, de aconselhar, de levar consolo como Jesus levava.
Vocês têm que entender que o batismo não se trata disso; isso é uma visão supersticiosa. Mas o batismo nos reveste da missão e a missão acontece porque nós recebemos dons diferentes. E esses dons colocados a serviço de um bem comum se tornam uma grande bênção no Reino de Deus.
Que a festa de São Sebastião ajude esta paróquia a crescer na partilha dos dons, dos ministérios, ajude os paroquianos a assumirem o batismo e a função de ser sal e luz neste mundo, que a cada dia que passa vai sendo imerso nas trevas do erro, do engano, do pecado. Leia a homilia completa no nosso Site