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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Iniciação Cristã para adultos

A catequese Infantil prepara crianças para os sacramentos e a vida. Este preparar crianças para a vida esbarra em diversas dificuldades:

As crianças ao serem batizadas não têm o acompanhamento familiar devido como espera a igreja, supondo a fé dos pais, transmitida pela família e pela sociedade, consideradas cristãs. Estes cristãos não foram devidamente Evangelizados devido a catequese quer seja batismal, quer seja Eucarística ser puramente sacramental. Embora nos esforcemos para ligar a liturgia à catequese, fica meio que abstrata desvinculada da vida. Esta catequese devia servir para toda a vida, mas a criança vai crescendo em um ambiente ambíguo, de novos referenciais culturais e éticos, a fé radicalmente provada por diversas propostas religiosas. Diante desta dificuldade, precisamos ajudar os fiéis a passar de um cristianismo herdado para um cristianismo assumido mediante uma opção pessoal livre e consciente.

Para isso faz-se necessário catequistas comprometidos com a Iniciação Cristã e não só com os sacramentos conforme está escrito no DGC51: Aqueles que, movidos pela graça, decidem seguir Jesus, são « introduzidos na vida religiosa, litúrgica e caritativa do Povo de Deus ». (DGC134) A Igreja realiza esta função, fundamentalmente por meio da catequese, em estreita relação com os sacramentos da iniciação, tanto se estes devem ser ainda recebidos quanto se já o foram. Formas importantes são: a catequese dos adultos não batizados, no catecumenato; a catequese dos adultos batizados que desejam retornar à fé, ou daqueles que têm necessidade de completar a sua iniciação; a catequese das crianças e dos mais jovens, que por si só, já tem um caráter de iniciação. Também a educação cristã familiar e o ensino escolar da religião exercem uma função de iniciação;”

Catequistas para as diversas fases da Iniciação Crista e acompanhamento permanente conforme está escrito no DGC 82. A catequese é aquela forma particular do ministério da Palavra, que faz amadurecer a conversão inicial, até fazer dela uma viva, explícita e operativa confissão de fé: « A catequese tem a sua origem na confissão de fé e leva à confissão de fé ». (240) A profissão de fé, intrínseca ao Batismo, (241) é eminentemente trinitária. A Igreja batiza « em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo » (Mt 28,19), (242) Deus uno e trino, ao qual o cristão confia a sua vida. A catequese de iniciação prepara — antes ou após o recebimento do Batismo — para este decisivo empenho. A catequese permanente ajudará a amadurecer continuamente esta profissão de fé, a proclamá-la na Eucaristia e a renovar os compromissos que ela implica. É importante que a catequese saiba unir bem a confissão de fé cristológica, « Jesus é o Senhor », com a confissão trinitária, « Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo », uma vez que são tão somente duas modalidades para se exprimir a mesma fé cristã. Aquele que, pelo primeiro anúncio, se converte a Jesus Cristo e O reconhece como Senhor, inicia um processo, ajudado pela catequese, que desemboca necessariamente na confissão explícita da Trindade. Também se faz necessário investir na formação dos catequistas, discípulos missionários.

A falta de agentes para as crianças, em preparação à primeira comunhão, e principalmente crianças que já receberam a sua primeira eucaristia e não encontram espaço para continuar a sua educação da fé ( conf.1,2) vem nos motivar a buscar uma ação evangelizadora missionária, centrada no sujeito, que suscite uma resposta de fé inicial e processos de amadurecimento da fé para que os simpatizante aprofundem sua relação com Deus e a comunidade eclesial, adquirindo convicções e assumindo valores que orientem sua vida numa sociedade que não só prescinde da fé, mas a questiona radicalmente.

3. A catequese precisa tomar um novo rumo; se deslocar da criança para o adulto, da religiosidade por tradição à fé por convicção, da aceitação passiva à apropriação ativa, do mero enquadramento sociológico ao compromisso teologal. A nossa catequese crismal é uma preparação para a vida cristã, mas não tem uma continuação pós-crismal e acaba ficando estéril. A iniciação cristã é vital para a paróquia: “A catequese de iniciação é, assim, o elo necessário entre a ação missionária, que chama à fé, e a ação pastoral, que alimenta continuamente a comunidade cristã. Não pode ser uma ação facultativa, mas sim uma ação básica e fundamental para o cristão… Sem ela, a ação pastoral não terá raízes e será superficial e confusa: qualquer tempestade fará desmoronar todo o edifício” (DGC 64).

No centro de todo o processo de iniciação à vida cristã tem que existir uma pregação querigmática que leve o cristão a uma mudança de vida moral e litúrgica.Cabe a igreja conseguir meios suficientes para que seus catequistas assumam o papel de discípulo missionário.

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