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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Paixão de Cristo - Sexta-feira Santa


Hoje, Sexta-feira Santa a igreja não Celebra missa. Passamos o dia em vigília e adoração com turnos de 1 hora coordenados por pastorais, e as 18h nos reunimos para reviver a paixão do Senhor. Nesta celebração adoramos o mistério de nossa salvação e, na fé e no arrependimento preparamos nosso coração a cura e santificação através do sacrifício de Cristo. A celebração de hoje tem 4 partes:

Ø Paixão proclamada: Liturgia da palavra

Proclamando a Paixão de Cristo nos tornamos participantes e recebemos a força de sua Cruz. O celebrante sozinho aproxima-se em silêncio do altar totalmente desnudado. Todo o povo se ajoelha. O celebrante prostra-se, em sinal de profunda reflexão e compenetração no mistério que vai celebrar.

As leituras apresentam uma profecia sobre o Cristo sofredor que assumiu nossas dores, curando-nos por suas chagas. "Por isso Deus o elevou acima de tudo", nos diz São Paulo (F12,9). Por meio de seu sofrimento e morte temos na casa do Pai um medidor, da nossa parte, a nos garantir. O salmo reza com Jesus na Cruz sua entrega a Deus: “Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito”. O Evangelho de João narra a Paixão. Jesus tem força suficiente para crer que sua paixão e morte são Revelação

do amor do Pai:

“Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo 3, 16

Ø Paixão invocada: Solene Oração Universal

A Igreja abre os braços e o coração para realizar uma oração de intercessão pela salvação do mundo.

Por e em nome de Cristo, a igreja apresenta ao Pai suas grandes intenções. Toda a humanidade é trazida nesta oração aos pés da Cruz, na qual Cristo morre. É o primeiro resultado da morte de Cristo: abrir-se e preocupar-se com o mundo inteiro.

Ø Paixão venerada: Adoração da Cruz

A liturgia está centrada no sacrifício de Cristo. Por isso se apresenta a Cruz adoração. Não adoramos a madeira da Cruz, mas a pessoa de Cristo crucificado e o mistério significado de sua morte por nós. A liturgia não deixa de estabelecer que Cristo está vivo e ressuscitado.

Louvamos e glorificamos vossa santa Ressurreição, pois pelo lenho da Cruz veio a alegria ao mundo inteiro.

A Cruz é sinal da vitória de Cristo que arrebenta as portas do mal. A Cruz é a árvore da vida, cujo fruto bendito nos faz viver eternamente. Não podemos esquecer que na Cruz está o projeto de morte de todos os males do mundo. Ela é libertação. Depois das orações todos presente na matriz beijam a cruz como sinal de fé e Esperança no sinal de nossa salvação.

Ø Paixão comungada: Comunhão eucarística.

O momento da comunhão é a nossa profissão de fé no Cristo que está vivo e que, pela comunhão, nos torna um só corpo com ele. O sangue que nos remiu nos livrou da morte e do mal, afastou o tentador, que queria dominar sobre nós e

estabelecer em nós o mal, e introduziu-nos no Reino de justiça, de amor e de paz.

Assim nós estamos em comunhão com Cristo e com toda Igreja, e fazemos de nossa vida a vida de Cristo.

Comungando Cristo, comungamos seus sentimentos, ao se entregar ao Pai, e comungarmos a vida que ressurge. Como não há oração Eucarística, comungamos as espécies consagradas na última celebração. Não há despedida nesta celebração. Todos saem com o corpo morto de Jesus e a mãe das Dores. Em procissão se dirigem para o sepulcro.