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domingo, 16 de maio de 2010

1 ano e 1 mês, saudades Monsenhor Moraes.




Saudades é uma palavra que define um sentimento importante em nossas vidas, pois só tem saudades aquele que ama. Monsenhor Moraes passou por esta terra de Iracema chamada Ipu, escrevendo uma página bonita em sua história. Nas entrelinhas deste manuscrito, o zelo pela oração, o amor pela Eucaristia, a devoção do serviço ao povo, o conhecimento da Palavra de Deus, e a paixão pela literatura foram parte de sua herança, e queremos homenagea-lo e ao mesmo tempo dividir esta herança com todos os nossos leitores.

"Monsenhor Moraes, não posso falar pelos outros. Falo por mim. Somos felizes por fazermos parte desta história e posso garantir que na minha pessoa terei muitas histórias e exemplos de serviço, anúncio, e testemunho a contar para meus netos. O senhor foi e é um Marco Único na história da construção do Reino de Deus na Paróquia de São Sebastião no Ipu.
Momentos mágicos acontecem na vida de todos nós. Momentos em que se extravasa a bondade do nosso coração por todos os lados. Quando deixamos esse sentimento crescer, começamos a notar pequenas coisas que nos cercam:
como o canto da chuva, a suavidade das nuvens, o diálogo das flores, a carícia do vento e o gorjeio dos pássaros; aí paramos para ver e sentir “DEUS” em todas estas coisas; deixamos brotar em nossa vida todos os sentimentos de gratidão que automaticamente ficarão impressos dentro de nós. Jamais o esquecerei até que possa também estar na presença de Deus, onde veremos face a face ante o Criador."


Como Mateus, também, eu fui chamado
Para contigo trabalhar na vinha,
Nesta terra que é tua e que é minha,
Grande lapso de tempo é já passado.

Derramei lágrimas, encontrei espinhos
Provei delícias, me abracei com flores
Senti da vocação os seus fulgores,
Ao transpor desta vida esses caminhos.

A graça que me veio do Evangelho
Amar me faz, intensamente, o povo,
Valorizando, em tudo o homem novo
Também recuperando o homem velho.

Batendo em minha porta o teu mendigo
De vestes rotas e macilenta face,
Mostrou-me logo, sem qualquer disfarce
O ROSTO teu é meu bondoso amigo.

Do teu sagrado altar fiz meu tabor,
De tua Eucaristia eu fiz a fonte
Da luz de Cristo vinda lá do monte,
Para infundir no meu irmão amor.

O teu cálice, p’ra mim, não foi amargo,
Porque me deu dos Divinais Arcanos,
P’ra mitigar a vida nesses anos,
A fé ardente que no peito trago.

Nesta luta ferida, todo dia,
Para estender teu reino a todo mundo,
Ao teu justo, também, ao vagabundo,
Foi preciso coragem e ousadia.

Deste-me força para resistir
O duro embate que a missão reclama,
CONTINUAREI... O Evangelho chama
Irei ... Irei ... ao meu irmão servir.