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sexta-feira, 2 de julho de 2010

CATEQUESE PRA QUE?


Infelizmente ainda escuto muita gente perguntar: “Pra que catequese?”. Começo então a refletir: “O homem, para que possa conseguir um emprego, precisa estudar no mínimo 12 anos. Para ter um bom emprego passa mais 4 anos na faculdade. Para ter uma boa colocação social precisar fazer 6 anos de faculdade ou uma pós graduação, que acaba dando no mesmo. Para ser mestre em sua área ainda tem que fazer mestrado… doutorado… Enfim, se você não nasceu com seu testamento pronto precisa da sua juventude inteira para conseguir uma boa posição social. E para não perder esta posição, vai precisar de maturidade. E para não perder o que conquistou, não aproveita nem a velhice.

E depois que morrer, será que acabou?” Na verdade não. Durante todo este processo, ou seja, toda sua vida, o homem precisa de amor, fé e esperança. Por mais pobre ou mais rico que seja o homem, sempre desperta estas virtude que são vínculos ou elos com Deus. São os meios que nos ligam a Deus, mesmo que não queiramos. Deus está sempre presente na vida de todas as suas criaturas. Porém, Deus, na esperança de ter um mundo perfeito, pois este mundo foi feito com amor, por amor e para amor, depositou toda sua fé no homem, sua melhor criação (Gn. 1-13). Para provar o seu amor, deu ao homem o livre arbítrio ou liberdade.

Por que o homem não retribui toda esta graça que conquistaste? Porque o homem ainda vive no tempo das cavernas, onde precisava desesperadamente aprender como lidar com seus inimigos. O inimigo de nossos antepassados era o desconhecimento, a ignorância, o despreparo para lidar até com a própria natureza,… hoje não é muito diferente. O homem ainda luta para vencer seu primeiro inimigo. O pouco de conhecimento que conseguiu não foi suficiente para dominar nem sobre si mesmo (Gn 1,28). Ao contrário, o homem continua tentando sobrepujar, escravizar. Assim, os outros inimigos continuam vencendo. O homem, dominado pelo seu maior inimigo, a ignorância, gasta sua juventude para conquistar sua liberdade. Se o homem procurasse se catequizar não teria apenas que passar por esta vida sem usufruir um bem garantido (a liberdade).

A catequese é para formar, informar, transformar, ajudar as pessoas a vencer suas ignorâncias e, assim, viverem em harmonia uns com os outros e com a natureza. Desde os primeiros anos DC que a Igreja se esforça para educar os cristãos nos ensinamentos evangélicos, articular para a missão de anunciar o Evangelho, buscar razões para a crença em um Deus que é puro amor, educando a sua fé para uma vivência cristã em comunidade, para formar uma sociedade justa e fraterna, a serviço do Reino de Deus. A vida da Igreja é a Eucaristia, a Missão e a Catequese. Mas a catequese encontra muitas deficiências. Se por um lado a catequese é orgânica e sistemática, nas bases encontra falta de agentes. Os recursos humanos, sem dúvidas, são fundamentais para a apresentação de tanta riqueza de conteúdo. Como havia começado a matéria, encontramos barreiras para conseguir pessoas comprometidas com o projeto evangelizador de Jesus Cristo. O envio do Senhor: “Ide a todos os povos e fazei-os meus discípulos” (Mt 28,19-20), está longe de ser cumprido. A dificuldade está na adesão das pessoas que se preocupam tanto com seu sucesso pessoal e não entendem que ninguém pode ser feliz sozinho. Infelizmente, diante da história, está claro o enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da e da própria pertença à Igreja Católica (DA 100b).

Precisamos repensar o nosso ministério inicial. Precisamos olhar a realidade do nosso povo e da nossa Igreja, com seus valores, suas limitações, suas angústias e esperança. Sofrendo e se alegrando devemos permanecer no amor de Cristo, vendo o nosso mundo e procurando discernir seus caminhos com a alegre esperança e indizível gratidão de crer em Jesus Cristo (DA 22)

Nós, que já tivemos o nosso encontro com o Cristo Ressuscitado, a quem reconhecemos como Filho de Deus encarnado e redentor, precisamos levar esta boa nova do Reino de Deus e anunciar que Jesus Cristo é o único caminho para a Salvação, não somente na vida eterna, mas uma salvação que começa aqui. Precisamos mostrar os caminhos da vida plena, que são caminhos abertos pela fé que nos conduzem à plenitude da vida trazidas por Jesus. Nesta vida divina se manifestar a plenitude da existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural.

O catequista é um discípulo de Jesus. Somos agraciados por este discipulado e por isto somos felizes. O catequista que irradia a fé e a felicidade de ser discípulo leva em seu testemunho o antídoto para o mundo secularizado. Para que o catequista tenha êxito em sua missão precisa seguir os passos de Jesus e adotar suas atitudes (cf. Mt 9,35-36). No Evangelho aprendemos a ser pobres seguidores de Jesus pobre (cf. Lc 6,20; 9,58) e de anunciar o Evangelho da paz sem bolsa ou alforge, sem colocar nossa confiança no dinheiro nem no poder deste mundo (Lc 10, 40s). Sucesso na vida todos devem buscar, porém, não existe sucesso profissional sem sucesso espiritual. Tudo que vem deste mundo é passageiro. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde os ladrões não furtam nem roubam. Onde estiver o tesouro do homem, aí está o seu coração (cf Mt 6, 20s.).

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