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domingo, 18 de julho de 2010

Missão e formação do catequista


No Cânon da Igreja Católica, nos pontos 773 e 777 está escrito que a tarefa da Catequese é confiada, em primeiro lugar, a toda a comunidade eclesial, que, com toda a sua vida, contribui para a educação de seus membros na fé. Bispos, presbíteros e diáconos, são os primeiros responsáveis pela Catequese, mas isso não dispensa a figura do catequista; ao contrário: a comunidade devido as transformações sociais e culturais do nosso tempo precisa de um catequista que seja protagonista da sua história - “comunidade social - comunidade eclesial”. O catequista tem que ser alguém integrado na comunidade, que conheça bem sua história, suas aspirações, saiba animar e coordenar a participação de todos com igual fervor.


O catequista tem que ser um bom comunicador, mas deve levar em conta que nem fala sozinho e nem o que lhe convém. Ele deve despertar e provocar a palavra dos membros, dedicar-se de modo específico ao serviço da Palavra, tornar-se porta-voz da Igreja na comunidade e da comunidade na Igreja. O catequista lê e ensina a ler os sinais da fé, entre os quais o principal é a própria Igreja. Neste caso, a catequese tornar-se um verdadeiro ministério, a serviço da comunidade cristã, sustentada por um especial carisma do Espírito de Deus.

O catequista é aquele que tudo faz em nome de Deus, profetiza em comunhão com os pastores da Igreja. Anuncia e denuncia tudo o que impede o homem de ser feliz e de viver sua vocação de filho de Deus. O catequista está sempre atualizado ajudando a comunidade a interpretar criticamente os acontecimentos, proporcionando a reflexão explicita da fé. Ele deve surgir do seio da comunidade para ajudá-la a libertar-se do egoísmo e do pecado e a celebrar juntos a sua fé na Ressurreição. Ele é uma pessoa de profunda espiritualidade, que fala mais através de exemplos do que de palavras.

O catequista vive alegremente o Evangelho apresentando com sua vida os verdadeiros para a cristandade. Supomos assim, que o catequista tenha uma experiência de vida na fé capaz de chegar ao coração daquele a quem catequiza. Neste caso, o catequista é um verdadeiro discípulo a quem leva os catequizandos a se tornarem também discípulos de Jesus Cristo, frutos da graça e da liberdade, mas sempre respeitando as decisões e dificuldades de cada um.

Desta maneira o catequista enquanto discípulo deve estar em formação permanente e, para isso, precisa contar com todo o apoio da comunidade para possibilitar, ao longo de seu compromisso, os seguintes dados básicos: consciência crítica da realidade sócio-econômico-política, cultural e ideológica, para aprender a ler nela os sinais de Deus; conhecimento atualizado e experiencial da Bíblia; fidelidade à Tradição e ao Magistério; visão da história da Igreja; vida de oração; ciências humanas que favoreçam de perto sua missão, como, por exemplo, psicologia, pedagogia, didática, comunicação etc.

Diante desta realidade sabemos que a tarefa do catequista não é fácil. Ele tem a sua vida pessoal, na qual precisa dividir com sua família e o seu trabalho, de onde retira o seu sustento, tempo para a sua formação catequética. Se ele não tiver grande amor pelo seu trabalho catequético, acaba desistindo precocemente. Por esta e outras razões precisamos fazer da comunidade catequizadora um local de vivência pessoal e comunitária da fé como compromisso com a transformação do mundo, a fim de que a atuação do catequista nunca esteja separada do seu testemunho de vida.

A experiência cristã do catequista deve ser sempre de trabalho em grupo, dando continuidade à formação, nunca se esquecendo da oração em comum, da reflexão, da avaliação das tarefas realizadas, do planejamento e da preparação dos trabalhos futuros, visando formar novas lideranças. Assim, o grupo de catequistas expressa mais visivelmente o caráter comunitário da tarefa catequética.

Diante de tudo isto concluímos que, não esperamos que o catequista seja um “super-herói”, mesmo porque isso é ficção, mas o catequista precisa de uma força divina para que possa executar suas tarefas. Portanto acreditamos que o catequista deve ter algumas qualidades como trabalho em equipe, unir fé e vida, esforçar-se para praticar o que ensina, ter equilíbrio entre as dimensões doutrinal, vivencial, social, política, cultural, espiritual e etc. Ninguém nasce catequista, mas aqueles que são chamados e dizem sim a este ministério devem evitar dois extremos: 1) achar-se despreparados a ponto de não poder ser catequista; 2) julgar-se tão preparado que não tenha de participar das reuniões de formação. Neste caso, o catequista aprende ensinando e ensina o que aprende.

Este foi o tema do último encontro de catequese realizado no Patronato Sousa Carvalho, sábado, 17 de julho, onde tivemos a presença dos catequistas das Capelas e será tema do próximo encontro de catequese, dia 1 de agosto, com os catequistas da Matriz.

Você encontra mais texto sobre este e outros temas no site da catequese.

Fontes: CR: Catequese Renovada 2.2.8

Conferência de Puebla 1114

DCG: Diretório Catequético Geral 35

DGC: Diretório Geral de Catequese 234

CDC: Código de Direito Canônico 773 a 780