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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sobral se une em oração enquanto aguarda o novo Bispo.

O padre Valdery da Rocha anuncia por meio de uma rádio local a escolha de dom Odelir Magri para ser o novo bispo de Sobral. O cargo estava vago desde agosto de 2009 FOTO: WILSON GOMES
Sobral. O bispo catarinense dom Odelir José Magri, de 47 anos, foi nomeado bispo da Diocese de Sobral, na manhã de ontem, pelo papa Bento XVI. Apesar da nomeação, a Diocese deve esperar por seu novo bispo até o início do ano, cargo vacante desde 16 de agosto de 2009. Em carta enviada ao Povo de Deus da Diocese de Sobral, o novo bispo deixou claro que só pretende assumir esta nova missão após o mês de novembro. A data da posse ficará a cargo do colégio e de consultores, a pedido dele próprio.

"Uma coisa, porém, já decidi e posso confirmar para vocês, quero e desejo ser consagrado bispo na sede da Diocese com a participação e presença das nossas comunidades cristãs das regiões pastorais (sede, Araras, Vale do Coreaú, Santa Quitéria e Meruoca). Lembrando que é melhor fazer as coisas com calma e sem atropelos", escreve dom Odelir José.

A primeira sugestão apresentada pelo novo pastor diocesano seria 8 de dezembro, por ocasião da Festa de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira da cidade. A segunda opção seria na primeira quinzena de janeiro do próximo ano.

"A segunda proposta parece ser a mais viável por nos permitir organizar tudo com maior serenidade. A cidade de Sobral será mobilizada para realizar uma bela celebração que será uma honra para nós termos a sagração e consagração de um bispo", avalia o diretor administrativo da diocese, padre Raimundo Timbó. O novo bispo de Sobral encontra-se em Roma, onde reside atualmente.

Noutro trecho da carta, o novo bispo se mostra surpreso com a nomeação. "Por isso, quando fui convidado na Santa Sé pelo Cardeal Oullet para receber a notícia que o Santo Padre me havia nomeado bispo de Sobral, a minha primeira reação foi de perguntar: ´mas Excelência, porque eu? Porque um missionário comboniano, um catarinense da diocese de Chapecó, com experiência missionária de alguns anos de África e com uma limitada experiência pastoral no Brasil?´ Sim, é verdade que trabalhei alguns anos na periferia de São Paulo e outros em Contagem, Minas Gerais. Desde 2003, estou na equipe de coordenação do nosso Instituto e nunca pisei sequer no solo daquela diocese", coloca.

Adaptação

Mas a pouca experiência de atuação no Brasil não deve ser um empecilho para a adaptação do novo bispo à sua nova diocese. Enviado ao Congo como jovem sacerdote em 1992, ele próprio relata que começou a atuar sem sequer conhecer a língua local, as características do povo africano, suas tradições e mesmo a Igreja local.

Depois de 18 anos de vida missionária, o novo bispo avalia que esse foi o período dos mais duros e difíceis de sua vida eclesiástica, ao mesmo tempo em que considera um dos mais belos e marcantes. E por conta disso, acredita que conseguirá vencer qualquer dificuldade.

Na carta enviada ao padre Raimundo Timbó, dom Odelir acrescenta: "agradeço a Deus e a São Daniel Comboni pelo dom da vocação missionária. E ouso acreditar que o mesmo momento acontecerá na Diocese de Sobral. De minha parte, não medirei esforços para que assim seja e estou certo de poder contar com a vossa recíproca confiança e colaboração. Caminho se faz caminhando e juntos caminharemos e abriremos novos Caminhos", escreve.

A nomeação do novo bispo para a diocese deste Município aconteceu após 15 meses da saída de dom Antonio Fernando Saburido, que deixou o cargo para assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife, após permanecer no cargo de bispo desta cidade por um período de quase quatro anos.

Odelir José Magri passa a ser o sexto bispo desta Diocese. O primeiro deles foi dom José Tupinambá da Frota. Depois teve dom João José da Mota e Albuquerque, seguido por dom Walfrido Teixeira Vieira, dom Aldo de Cillo Pagoto (transferido para a diocese de João Pessoa) e, por último, dom Antonio Fernando Saburido.