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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Maria Sinal de Esperança


Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança..." Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, ho­mem e mulher ele os criou (Gn 1,26-27). Então Iahweh disse à serpente: "Porei uma hos­tilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe feri­rás o calcanhar" (Gn 3,14-15).
Pois sabeis que o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a jovem conceberá e dará à luz um filho e por--lhe-á o nome de Emanuel (Is 7,14).

É muito bonito ver a maneira de Deus criar a raça humana. Deus fez Homem e mulher, de uma maneira tão linda que um completa o outro. Na obra da criação, Deus não beneficiou um dos lados, mas os fez à imagem do amor, da bondade c da fidelidade de sua essência. Não podemos deixar de la­mentar que esta grandiosa vocação é hoje atraiçoada  por ambos os lados, por causa da tentação do homem, no desejo de dominar a sua companheira, e por parte da mulher, a busca de liberdade e de igualdade com o homem. Homem e mulher recusaram-se a dar continuidade ao projeto de Deus.
Homem e mulher não querem mais aceitar com gratidão o dom de Deus de um para o outro. Eles não agradecem a Deus nem o honram como devem e ainda desrespeitam o sopro do Espírito Santo. Mas, desde o princí­pio, a promessa de Deus está com a pessoa humana, com o homem e a mulher, mesmo na sua humilhação. A mulher sendo o símbolo da vida, a mãe dos viven­tes. E ela se torna, de um modo totalmente novo, um sinal de esperança em Maria, a nova Eva.  A mulher foi feita para gerar vida! Nela esta a essência divina da existência humana. Não existe outra maneira! É por isso que a mulher precisa se valorizar, não buscando competir com ninguém, pois o lugar dela no plano de Deus é sagrado.
Certamente a oração feita por Maria, antes do Anjo seria a mesma esperança de Israel.  Uma prece fervorosa de quem acredita no Criador: "Gotejai, ó céus, lá do alto, derramem as nuvens a justiça, abra-se a terra e produza a salvação, ao mesmo tempo a terra faça brotar a justiça. Eu, Iahweh, criei isto" (Is 45,8). Antes de ter recebido a mensagem do céu, Maria, a nobre filha de Sião, certamente suplicou que o ventre da mulher anunciada se abrisse e desse ao mundo a Salvação, o Salvador. A promessa e a bênção, a plenitude da graça de Deus estavam com ela, a virgem orante, antes de saber que fora a escolhida para dar ao Messias esperado o nome maravilhoso de "Deus conosco "„
A graça de Deus tornou Maria capaz de viver, de uma maneira especial, o carisma de virgem, como aquela que está inteiramente disponível para a vinda do Senhor. Aquela que confia e sabe que deus não muda o seu projeto. João, o discípulo amado, ao qual Jesus crucificado confiou Maria, foi caracterizado pelo Ressuscitado como aquele que aguarda a vinda do Senhor (cf. Jo 21,20-23). Este carisma muito importante para a vida da Igreja foi concedido especialmente a Maria, a virgem anunciada, cuja vida louva a Deus pela fidelidade às promessas e está sempre preparada para saudar e receber o Senhor, quando ele vier.
Se quisermos venerar dignamente a Maria, o grande sinal da promessa, a nova Eva, a mãe dos viventes, então deveremos apreciar sobremaneira o carisma da vigilância e da prontidão no louvor à fidelidade de Deus. O homem e a mulher, no seu relacionamento mútuo, experimentam a felicidade da redenção se, vivendo fiéis à sua vocação, esgotam todas as possibilidades de se tornarem um para o outro uma imagem da benevolência e do amor de Deus e assim comunicam reciprocamente a experiência da proximidade do "Deus conosco".
Dia após dia, Deus penetra na nossa vida, através de muitos sinais e dons do seu amor e por meio dos irmãos que se dirigem a nós nas suas tribulações e dificuldades. O Senhor nos convida insistentemente a ficar com ele, a nos alegrarmos com sua presença e a honrarmos sua vinda, servindo-nos uns aos outros.