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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Catequese de Ipu priorizando a Iniciação a vida Cristã


A formação continuada sempre foi e sempre será essencial para os catequistas, como também para toda a comunidade, com seus dons e carismas, se envolvendo no processo de iniciação a vida cristã. A formação é uma necessidade de todos: “evangelizar-se para evangelizar”, a fim de cultivar a espiritualidade, de “beber no próprio poço” (Pr 5,15) ou seja, aprofundar-se na realidade e no mistério da vida da fé para saciar-se do mistério de Deus e transbordá-lo, para que todos saciem, de modo especial os interlocutores/destinatários que chamamos de catequisandos.
Para isso toda comunidade paroquial deve abrir a mente e o coração para entender que todos são responsáveis (alguns diretamente outros indiretamente) pelo processo de Iniciação, tornando-se uma Igreja servidora, misericordiosa, acolhedora, orante, evangelizadora e celebrativa.
Sempre disse que catequese é formadora de cristão convictos, e que os sacramentos são uma consequência natural d’aquele que conheceu, passou a amar, desejou e agora quer servir Jesus Cristo com sua vida. Por tanto, catequese forma para uma vida Eucarística. A comunidade precisará transmitir pelo exemplo, que o aspecto central da vida cristã é a unidade, como lemos em São Paulo: “A meta é que todos juntos nos encontremos unidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus, para chegarmos a ser o homem perfeito que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo” (Ef 4, 13).
E esse conhecimento do Filho de Deus precisa ser construído dia a dia, passo a passo, ser amadurecido tanto individual como coletivamente. A catequese precisa ser continuada e orgânica, não deixando espaço ocioso na vida do cristão. As Paróquias precisam formar seus melhores agentes para enfrentar este desafio proposto pela igreja, para uma iniciação não só cristã como aprendemos, mas para uma vida cristã. O caminho a percorrer é longo, a forma não é nova, mas para muitos é desconhecida, o desafio é contínuo, o trabalho é instigante.  
Tivemos em 2010 um estudo aprofundado, com o Padre Almir Magalhães da Arquidiocese de Fortaleza, onde ele deixava claro que se alguém quiser realmente fazer um trabalho sério precisaria parar e começar do zero.  Pensando nisto, nossa Paróquia aos poucos está investindo na formação de nossos agentes. 

Em 2013 fizemos um estudo mais aprofundado do 5º capítulo do documento 97 para todos os catequistas da catequese infantil.  O DAp (12, 243-244) aponta com clareza: A fé é dom de Deus! “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva”.
Por estes motivos fizemos uma semana catequética com o tema:
“INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ... Onde será? Com quem contar?”
Neste estudo procuramos descobrir:
1 Os sujeitos e os agentes da Iniciação Cristã
2 O sujeito do processo de iniciação
3 Animadores da iniciação: ministérios e funções
4 A Família no processo da Iniciação à Vida Cristã
5 Os catequistas do catecumenato propriamente dito
Neste estudo vimos a necessidade da Igreja (pastores e agentes de pastoral) investirem mais no acolhimento e orientação da pessoa na trilha deste encontro pessoal e intransferível com Jesus Cristo vivo, da sua inserção na comunidade eclesial, e do engajamento na construção do Reino de Deus, como o todo da vida cristã. Isso é comprometimento consciente pessoal e comunitário com a vida de Cristo, dada por amor até a morte.
Logo em seguida, 2014, visitamos todas as comunidades falando da nova maneira de catequizar e lançamos o processo de iniciação a Vida Crista de crianças em nossa Paróquia. Como dependemos do material humano, e isto inclui na vida de nossos catequistas, família, trabalho, relacionamentos e outros problemas que não podemos prever, o primeiro ano não achei muito proveitoso.
Fizemos o rito de Admissão de acordo com o RICA: nesta celebração os pais trazem seus filhos e os confia à igreja. O sacerdote os acolhe em nome de Jesus e os entrega aos cuidados dos catequistas. Acompanhamos passo a passo toda a formação destas crianças, mas como sempre, + ou - 20% se afastaram durante o primeiro ano. Isto é sinal de falta de compromisso dos Pais. Infelizmente, a maioria dos familiares, hoje, se dizem cristãos, mas não seguem em nada a doutrina cristã. Estamos vivendo em um modo em que o ter vale muito mais do que o ser e por isso a educação da fé de seus filhos está por conta de uma sociedade secular, onde a fé é vendida através de camelôs.

No final do ano celebramos na festa de Cristo Rei o rito de passagem, onde entregamos o Credo, nossa profissão de fé, para as crianças que completaram o primeiro ano.
Resta a nós, catequistas, sermos mais fiéis a Nosso Senhor, colocando em prática a nossa missão, levando estas crianças a um encontro pessoal e personalizado, para que eles, desde já se sintam um verdadeiro discípulo de Jesus. Para isto, os encontros de formação, a participação ativa e o compromisso pessoal de cada catequista é imprescindível.