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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

DESAFIOS CRISTÃOS NA EDUÇÃO DOS FILHOS NA FÉ

 Esta é a catequese que fazemos na segunda novena de São Francisco, com meditações tiradas da hora da família. Ainda temos um reforço missionário antes da novena com a exibição de um vídeo da Campanha Missionária 2013, Juventude em missão.
       Vocês não são do mundo, mas eu os escolhi. (Jo 15:19) Sabemos que não somos deste mundo, mas é nele que vivemos e talvez por necessidades ou conveniência participamos das coisas deste mundo. Todos os dias somos atacados pela evolução da sociedade com propostas irresistíveis, principalmente aos jovens para afastarem-se de Deus.  As dificuldades da vida,  diversos motivos nos levam a abandonar o evangelho e tentam nos desanimar para que possamos abandonar os nossos objetivos.

A sociedade em que vivemos está seriamente marcada por contrastes e mudanças rápidas, modismos, crises de valores e de padrões, atingindo diretamente a estrutura familiar. As crianças, adolescentes e jovens são os mais atacados, principalmente pela liberdade precoce que os pais estão dando aos seus filhos. A Igreja doméstica que sonhamos está longe de acontecer na maioria  dos ambientes familiares. Os pais, em sua maioria, estão perplexos, se sentindo atados, sem saber como agir diante dos desafios encontrados para educar seus filhos, principalmente no que diz respeito a educação da fé.
Os Pais não podem ficar sentados no sofá, assistindo tv, enquanto seus filhos aderem a tantas realidades contraditórias. Com tantos desafios que a família está enfrentando só vemos uma maneira: Investirmos em uma Pastoral Familiar que adentre os lares e seduzam as famílias para um propósito de vida mais coerente com a proposta do Evangelho. A catequese precisa em primeiro lugar atingir os pais. Ensina-nos o DNC: “Não se pode imaginar uma catequese com jovens, adolescentes e crianças sem um trabalho específico com os pais”. O envolvimento de Cenáculos, grupos de oração e novenas em família tem que passarem de simples orações pré-paradas, para meditações da vida de acordo com os valores cristãos. A catequese familiar é insubstituível: “catequistas que ensinam pelo exemplo, sensibilização e pratica da fé”. Mas para chegar a isso, devemos fazer um longo caminho, principalmente na formação de nossos catequistas, pois o trabalho que eles terão que desenvolver será de muito carinho, sensibilidade, dedicação e persistência.
A prioridade dos educadores da fé, a partir dos pais está no fazer catequético. A catequese precisa sair das salas para adentrar os lares, o seio da família, pois é neste ambiente que brota a disponibilidade e a educação para a vivência da religiosidade. “De fato, a catequese familiar precede, acompanha e enriquece todas as outras formas de catequese”(DGC, n. 226; CT, n. 68). A catequese precisa aliar-se à família, unindo a educação familiar à educação para os valores do Evangelho, conduzindo-os até o ponto em que a própria vida de família se torna itinerário de fé e escola de vida cristã. Os encontros de famílias para meditação e oração devem tornar-se rotina em nossas comunidades.
A sociedade evolui conforme a evolução da família. Se a instituição familiar vier a falir toda a sociedade entrará em colapso e isto é um fato. Tudo isto porque a sociedade é formada de famílias. Cada família é uma célula da comunidade, da igreja, da sociedade, ou seja, de toda Nação. A credibilidade e a fé da Igreja estão diretamente ligadas à família. A evolução de uma sociedade depende diretamente das influências que a famílias exercem sobre elas. A elevação ou decadência do mundo serão determinadas de acordo com os costumes e a moral apresentada à nossa Juventude, futuro incerto se não tiverem seu caráter moldados em hábitos virtuosos, domínio de sua temperança e escolhas adequadas do seu jeito de viver.
Os bispos alertam que o principal desafio que as famílias devem enfrentar na educação cristã dos seus filhos está na questão da dimensão antropológica, ou seja, a maneira, a visão, a concepção e compreensão de quem é o ser humano:
Pois existe uma ditadura do relativismo segundo o qual não existe uma verdade única, objetiva, geral para todos sobre quem é o ser humano e, por conseguinte, tampouco sobre o matrimônio e sobre a família. Essa visão relativista evidencia o individualismo, em que cada um faz o que quer e como quiser. Cada um pra si e Deus para ninguém.
A verdade é que a maioria dos pais de hoje deixam seus filhos a mercê da sociedade sem nem um vínculo familiar. Os pais criam seus filhos sem nem um esclarecimento, sem regras ou limites, sem participarem do desenvolvimento diário. Muitos pais passam dias sem ver seus filhos e acham tudo isto normal para os dias de hoje. Não sabem eles que este tipo de educação se transformará em consequências voluntariosas, intemperantes em apetites e paixões sem coerências, influenciando diretamente na formação da sociedade. A comunidade precisa responsabilizar-se pela tarefa educativa da fé das novas gerações para fortificar-se a si mesma e para que, permanentemente, ela seja renovada e dinamizada; e envolver as famílias para tal é parte inerente da missão do catequista, pois em seu ministério deve ter consciência de ser o elo entre todos os polos da comunidade cristã.
São Paulo ao escrever para a comunidade dos Romanos 12.2. diz: “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”   A palavra que está no original e que foi traduzida como “transformai-vos” é a mesma que é usada no relato da transfiguração de Jesus Cristo (cf. Mt 17.1,2). Daí “transformar” ser igual a “transfigurar”.  Mudar Radicalmente da água para o vinho, mas não conforme o modelo do mundo e sim conforme o modelo do homem perfeito que é Jesus.

Como São Paulo, eu não me conformo com a ditadura que a sociedade tenta impor, mascarada com as palavras de racismo e preconceito. A moral está na palavra de Deus e se for preconceito aprendi na Palavra de Deus. 
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