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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O encontro de catequese na dinâmica dos Discípulos de Jesus

Nestes últimos anos a Catequese tem inovado muito na maneira de trabalhar. Catequista que não se prepara fica estacionado no tempo, congelado, sem ações que possam se concretizar. A 30 anos utilizamos a propostas da Catequese Renovada, muito visíveis: o uso da Palavra de Deus, a importância de ligar a fé com a vida, perceber e respeitar as situações dos catequizandos tais (interesses, jeito de viver, idade, cultura...), a preocupação em fazer uma catequese mais comprometida com a comunidade, envolvimento da família, o uso de uma metodologia mais criativa, dinâmica, mas que insira o catequizando na sua família cristã que é a igreja...

A nossa preocupação é que se possa superar uma fé que apenas passa por um texto, ou doutrina, e que, com os nossos catequizandos, possam fazer uma verdadeira experiência de Deus durante o seu caminho rumo a Iniciação à Vida Cristã, vivenciada como processo e encarnada no dia-a-dia, na luta por mais justiça e acolhendo a vida como maior dom de Deus.

Diz o documento que a finalidade da catequese é a “maturidade da Fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral” (CR 318).

A maturidade da fé não se faz de um dia para o outro. Ela tem início na família, contínua na comunidade e acompanha a pessoa por toda a vida.

No Estudo 97 da CNBB Cap. V 114 diz o seguinte: Os participantes do processo de Iniciação Cristã devem ser vistos como interlocutores e não simples destinatários da Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal. Eles têm direito, portanto, a animadores, agentes e catequistas competentes e testemunhas do Reino, bem como a todo o apoio da comunidade eclesial que com eles trabalhem num processo participativo (Também está escrito no DNC, cap. VI).

Enquanto catequistas precisamos agir e acolher o que a igreja nos oferece para nossa formação, pois catequista que não se prepara não prepara ninguém para uma vida de fé. Pensando nisto, estamos preparando nossos catequistas para este grande desafio da igreja.

Para meditarmos na nossa maneira de catequizar,  uma dinâmica que fez parte da nossa semana catequética. Foi a leitura orante da passagem: Os Discípulos de Emaús. Não vamos fazer uma leitura orante, mas pontuar os passos que Jesus ensinou aos discípulos na hora em que eles mais precisavam. São sete passos e queremos a participação de todo mundo que quiser contribuir. Prometemos publicar tudo que nossos visitantes contribuírem para enriquecer nossa dinâmica. Iremos dar pistas para os passos e vocês dinamizarão e dirão como deve agir um verdadeiro catequista, Discípulo do Senhor.
Acesse a dinâmica aqui                                                                 

QUAL A DIFERENÇA ENTRE APÓSTOLO E DISCÍPULO?

Discípulos

Segundo o Dicionário Caldas Aulete, discípulo é: 1 Indivíduo que recebe ensinamentos ou segue as ideias de um mestre; 2 Aquele que aprende, que estuda (qualquer disciplina); ALUNO; 3 Rel. Segundo os Evangelhos, cada um dos seguidores próximos de Jesus, a quem transmitiu seus ensinamentos; Aprendiz; Aluno. 4 Seguidor e continuador do trabalho de alguém; Epígono.: discípulos de Kant ; 5 Seguidor de um ideal, de uma filosofia, de uma virtude: discípulos da fé.

Então discípulo é aquele que aprende com um mestre, ou o que segue os princípios desse mestre, como por exemplo os discípulos de Moisés (Jo 9.28), ou de João Batista (Mt 9.14), ou de Jesus (Mt 22.16) - mas de um modo mais exato se dá a qualidade de discípulo, àquele que segue um mestre.

Apóstolo

Pela definição do Dicionário Caldas Aulete, apóstolo é: 1 Rel. Cada um dos doze discípulos de Jesus. 2 Pioneiro na difusão da fé cristã em uma região; Catequizador; Evangelizador. 3 P.ext. Rel. Missionário abnegadamente dedicado à catequização, à evangelização. 4 Fig. Defensor e divulgador de uma instituição, de uma ideologia, de um sistema de crenças etc.: apóstolo da democracia

Apóstolo também significa um ‘mensageiro’ especial: literalmente significa ‘enviado’, que sugere a ideia de que esse mensageiro representa a pessoa que o envia para alguma missão, como um procurador, delegado, embaixador, ou algo desse tipo. Por exemplo, no Novo Testamento, nos Evangelhos de S. Lucas ele fala que o nome apóstolos foi dado aos doze por Jesus (6.13) aos seus missionários, e em mais quatro outras oportunidades, Lucas emprega essa designação a respeito dos discípulos (9.10, 17.5, 22.14, 24.10).

Em cada um dos outros Evangelhos a designação de Apóstolo aparece apenas uma vez (Mt 10.2 - Mc 6.30 - Jo 13.16).

Nos Atos e Epístolas, como as escritas por S. Paulo, a palavra Apóstolo é mencionada mais vezes. E isso tem uma razão de ser porque Jesus chamou alguns ‘discípulos’ para acompanhá-lo e viverem com ele, para que fossem aprendendo bem os Evangelhos, e assim pudessem ser enviados por toda parte como seus representantes.

Podemos então definir Apóstolos como os Padres e Bispos e Discípulos como todos os seguidores de Jesus, que não são os batizados, mas os batizados que assumiram a missão de serem profetas, sacerdotes e reis. Ou seja, os batizados que estão a serviço de sua igreja, fundada por Jesus Cristo.