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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Os Frutos do Ano da Fé - Festa de Cristo Rei

No próximo dia 24 de novembro, Domingo de Cristo Rei, será celebrado o encerramento do Ano da Fé. Em muitas igrejas, mais uma vez, as comunidades farão a solene renovação da profissão da fé.Há, nesse ato, uma força testemunhal muito expressiva: de fato, não cremos apenas de modo individual e subjetivo, mas em comunidade, juntamente com muitos outros, que professam a mesma fé. A Igreja é uma grande comunidade de fé, formada de inúmeras comunidades menores e, finalmente, de pessoas, que creem pessoalmente e vivem a comunhão de fé com grande comunidade eclesial.

Na Paróquia de São Sebastião de Ipu o encerramento do Ano da Fé será demostrado de uma forma bem amorosa. Além de nossa Profissão de Fé, iremos realizar uma linda procissão, como nunca se viu no Ipu. Na verdade serão 4 procissões, duas serão acompanhadas pelos Padres Nonato e Elanio, uma acompanhada pelo diácono Lucas e a terceira que sairá do Santuário das Graças será acompanhada pela comunidade Cristo Rei. As procissões serão direcionadas assim: uma saindo da Comunidade joão Paulo II onde estão construindo a capela João Paulo II, outra saindo da comunidade da lagoinha próximo ao escondido, uma terceira saindo do Santuário na Boa Vista e a quarta saindo da igreja de São Vicente e Santa Luiza na mina. As quatro procissões se encontrarão no Patamar da Matriz de São Sebastião para juntos celebrarmos a Festa de Cristo Rei e o encerramento do Ano da Fé. (Catequese Paroquial)

Não cremos sozinhos, mas com a Igreja toda; e cremos como a Igreja crê - a Igreja que vive hoje neste mundo e também a Igreja celeste! São incalculáveis aqueles que viveram esta mesma fé e já nos precederam na “casa do Pai”. Eles são nossos irmãos na fé, testemunhas e exemplos de fé, que continuam a nos ajudar a prosseguir e perseverar no caminho da fé. Estamos, pois em boa companhia e bem amparados!

O Ano da Fé foi uma bênção, pois nos ajudou a tomar consciência renovada da preciosidade da fé da Igreja e da importância de professá-la com convicção e alegria. O Ano da Fé termina, mas a vivência da fé continua; temos agora o nosso compromisso de testemunhar a fé com intensidade e de traduzir q fé em frutos de vida cristã. Não basta ter iniciado bem o caminho: é preciso perseverar nele, para alcançar a meta da nossa fé: a vida eterna e a comunhão plena com Deus.

Primeiros frutos da fé deveriam ser a gratidão e alegria. A fé é um dom precioso, recebido de Deus, e que requer a nossa resposta diária através das atitudes de fé. A fé leva a viver em contínua sintonia e comunhão com Deus e a ter as luzes de Deus (“lumen fidei”), para iluminar todas as circunstâncias da vida. A fé ajuda a discernir para fazer as escolhas certas. Viver a fé é viver unidos a Deus; é viver “por Cristo, com Cristo e em Cristo”, para usar a expressão de São Paulo.

Outra conseqüência do Ano da Fé deverá ser o cultivo da fé. Podemos imaginar a fé como uma planta, que precisa ser cultivada para viver, florescer e produzir frutos. A fé precisa ser alimentada no encontro pessoal frequente com Deus na oração. Sem oração, a fé enfraquece e morre, como a planta, que não recebe água. Alimento essencial da fé é também a Palavra de Deus, acolhida quer na Liturgia, quer em outras ocasiões, como também na leitura pessoal e orante da Sagrada Escritura.

Para crescer e amadurecer, a fé precisa ser esclarecida mediante o estudo; de fato, nossa fé também se expressa em conteúdos e afirmações; não é mero sentimento, mas também afirmação e convicção. Para ter uma compreensão melhor da fé da nossa Igreja, é importante ler e conhecer o Catecismo da Igreja Católica; ele é a explicação que a própria Igreja dá oficialmente sobre os motivos e as bases da nossa fé, sobre seus conteúdos, sobre como a fé é celebrada na Liturgia e nos Sacramentos, sobre as conseqüências da fé para sua vida, mediante a observância dos mandamentos e sobre como a fé é traduzida no testemunho e na vivência diária.

Finalmente, a fé verdadeira produz frutos, que são as “obras da fé”, sem as quais ela seria estéril: “a fé , sem obras, é morta em sim mesma”, afirma S.Tiago. Frutos da fé são as boas obras da justiça, caridade e solidariedade, que revelam a fecundidade e autenticidade da fé. São ainda as virtudes humanas e cristãs, que traduzem o jeito de viver de quem está em sintonia com Deus. É também a prática sincera e perseverante da religião, expressão da adoração e do louvor de Deus.