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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Início do Processo de Iniciação a Vida Crista na Catequese Infantil de Ipu


Começamos oficialmente em toda a Paróquia de São Sebastião de Ipu a catequese, evidenciando o apelo da igreja, colocando em prática as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil: 2011-15. A formação dada aos nossos catequistas seguem as mesmas pistas do projeto de iniciação a vida Cristã. Formulamos um esquema baseado na Liturgia dominical com os temas próprios da catequese, mas, não visando apenas as crianças e sim os catequistas em primeiro lugar. Não podemos dar aquilo que não temos! Se os nossos catequistas não estiverem preparados para serem cristãos autênticos como irão preparar crianças para uma vida cristã? Como a catequese não pode dar um curso de formação catequética, pois nossos catequistas são voluntários e já doam parte de seu tempo para esta pastoral, o curso é dado mensalmente nas reuniões de formação e planejamento.
O conteúdo básico desta formação está voltado para a segunda urgência da DGAE: “Igreja: casa da Iniciação à vida cristã”. Em primeiro lugar procuramos deixar claro para nossos catequistas: "Toda ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai" (DGAE n. 4). Ou seja, o ponto de partida e de chegada está em Jesus Cristo, sua natureza divina e humana, seu ministério. Deste modo a nossa catequese precisa ser: orante, contemplativa, fraterna e servidora, e não apenas um cursinho sacramental para crianças. 
No mundo secular em que vivemos, os cristãos se deparam com um forte apelo ao "individualismo e ao consumismo, com propostas religiosas que oferecem um encontro superficial com Deus, sem o efetivo compromisso cristão e a formação da comunidade". A religião do mais fácil; a fé exposta nas prateleiras da vida como se fosse mercadorias de supermercado.
O que propomos neste projeto é um encontro pessoal com Jesus Cristo, onde o cristão se comprometa com o amor, a gratuidade, a alteridade, a fidelidade, a eclesialidade, a unidade, o perdão e a reconciliação. E para que isso possa dar certo é preciso sair de si, com desprendimento e esvaziamento. Nossos catequistas precisam conhecer e trazer em mente o objetivo geral assumido pela Igreja no Brasil. Este objetivo consiste em:
Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, (cf. Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo”.
Para trazer em mente este objetivo precisamos estuda-lo detalhadamente:

Ø Evangelizar: essa é a natureza da Igreja. A tarefa da catequese consiste em (re) descobrir essa identidade eclesial e gravar na memória dos cristãos.
Ø Jesus Cristo: a centralidade da catequese está na missão de Jesus Cristo. ELE é o ponto de partida e de chegada de todo esse projeto. Trabalhando a centralidade de Jesus Cristo focamos na essência da vida cristã.
Ø Espírito Santo: só ELE pode iluminar nossa ação catequética, fazendo o nosso trabalho frutificar. Mas, para isso acontecer o catequista precisa estar disponível a atuação do Espírito Santo na vida eclesial e pessoal.
Ø Discípula, Missionária e Profética: a igreja é assim e por isso a catequese não pode ser diferente. O catequista tem que seguir os ensinamentos do mestre, partilhando com os outros a boa nova e trabalhando por uma realidade mais justa, fraterna e solidária.
Ø Opção Preferencial pelos Pobres: eis um referencial para o bom desenvolvimento da catequese. Não dá para catequisar só que vem ao nosso encontro. Precisamos sair ao encontro dos outros, principalmente dos "pobres em espírito".
Ø Para que todos tenham vida: já que a maioria, os marginalizados, não conhece o ministério de Jesus. ELE mesmo disse: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento. Mc 2:17.
Ø Reino definitivo: a catequese não pode estar preocupada com a primeira Eucaristia dos cristãos, pois isto é um processo de conversão que se dá a partir do contato com a palavra, a liturgia, e o conhecimento. A preocupação dos catequistas deve ser com a santidade e a salvação de todos porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. 1 Pd 1:16
A “mudança de época exige que o anúncio de Jesus Cristo não seja mais pressuposto, porém explicitado continuamente”. Se não refletirmos o que ensinamos jamais convenceremos ninguém. Se não convencermos, como esperamos que alguém possa se converter? O processo de iniciação á vida crista convida-nos a criar espaços, situações que efetivamente proporcionem as pessoas a terem um encontro com Jesus Cristo (DGAE n. 40).
Para que os catequistas possam viver este processo precisam cumprir algumas exigências: “acolhida, diálogo, partilha, bem como maior familiaridade com a Palavra de Deus, a liturgia e a vida em comunidade”.

Sabemos que não será fácil, mas em minha opinião será muito prazeroso. Só em viver uma santa vida já é motivo de gratidão por fazer parte deste processo. Agora imagine você, daqui a alguns anos começar a colher os frutos deste trabalho?