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domingo, 6 de julho de 2014

Primeira Missa do Neo Sacerdote Lucas


Hoje, a Coordenação de catequese da Paróquia do Ipu reuniu seus catequistas para mais um encontro de formação e planejamento. Apesar da grande falta dos catequistas, a reunião foi maravilhosa. Após algumas tomadas de decisão para algumas atitudes necessárias na catequese, os catequistas se reuniram e seguiram em procissão para a igrejinha, para junto com o Neo Sacerdote, Padre Lucas, celebrar sua primeira missa na igrejinha de Nossa Senhora dos desterros, já que a Matriz está em reforma. O Público não era tão grande e pelo que pude presenciar a única pastoral reunida e presente foi a catequese. É sempre importante as pastorais celebrarem com os Neo Sacerdotes e demostrarem a verdadeira importância que um Padre tem na vida da gente.


Não quero falar desta importância e sim reproduzir partes do panegírico feito pelo Padre Raimundo Nonato. Panegírico é a homilia feita por outro Padre na primeira missa de um Padre. É uma palavra que vem do Grego. Era o discurso de caráter encomiástico ou laudatório que era pronunciado em grandes reuniões festivas do povo. Na Roma Antiga, denominava-se "panegírico" o discurso que os cônsules romanos pronunciavam diante do imperador, depois de serem eleitos, manifestando-lhe seu respeito e admiração.”
Eis alguns trechos.

“Que nós, padres conservemos puro e mortificado este corpo que já não é nosso, mas também do Senhor, e lembremo-nos de que cada renúncia que impomos à nossa sexualidade é morte com Cristo e é glória para a Igreja. Para nós da Diocese de Sobral, este ano vocacional nos convoca para uma reflexão profunda sobre a nossa identidade de cristãos e para nós a sacerdotal e sobre um empenho em viver a nossa missão tão bela e indispensável que somente sacerdote ordenados podem desempenhar, somente nós sacerdotes podemos reconciliar o povo pecador com seu Deus; somente nós podemos perdoar pecados; somente nós podemos consagrar o corpo e o sangue de Cristo no sacrifício da Eucaristia que é o mesmo sacrifício redentor realizado no calvário. Cumpre-nos pois, assumir com amor misericordioso as funções que nos é confiada. Somos nós os legítimos e únicos pastores anunciadores, discípulos e missionários que Jesus escolheu como diz o seu lema ‘Não como servos, mas como amigos’, somos os pastores únicos do rebanho de Cristo nesse mundo esquecido dos valores supremos da salvação; somos os pastores dos quais disse a Igreja na Palavra do santo padre São João Paulo II ‘Darei os verdadeiros pastores’. 
Agora eu pergunto para a assembleia: e os leigos, o que vocês podem fazer para que haja padres santos? É um fato que o padre bom, forma bons leigos, mas é um fato também que os bons leigos formam bons padres. Eu creio muito nesse reverso da medalha. Acho que muitos padres que conheci por dentro consagrados e eleitos de Deus perderam o estimulo por serem pastores e profetas para um povo de Deus e homens de oração que lhes faltou o calor do mundo leigo; muitos padres tiveram a desventura de ir para paróquias frias, nada estimulantes onde lhes faltaram o impulso para serem apóstolos e ficaram somente sendo homens entre outros homens. Os leigos são chamados a uma ação na Igreja. O concílio Vaticano II os convocou a compenetração deste dever e esta ação deve começar junto ao padre. É preciso dar calor humano e calor de fé aos padres. Não basta dizer que o padre não vibra, nada faz, não tem jeito de pastor. O que é preciso fazer?
Orar pelos padres. Ser padre autêntico é dom de Deus. Se o padre não reza bastante, vamos rezar por ele.
Ver os padres com a luz da fé. Cristo está presente neles, através deles recebemos Cristo, recebemos o perdão e a vida nos sacramentos que os padre administram.”
Estar com o padre, conversar com ele, não querer levar o padre para o mundo com suas futilidades, mas levar ao padre a ansiedade de quem precisa de Deus.
Trabalhar com o Padre. Não trabalhar simplesmente por ele, mas dar-lhe a mão nos seus empreendimentos, o fazendo gostar de ser pastor porque encontra quem o ajuda.
Fazer alguma coisa para que surja novos padres na comunidade. As vocações nascem no meio dos leigos, nas famílias. Os leigos tem tanto a obrigação de formar Padres, quanto os Bispos. Não são os Bispos que devem dar padres aos leigos e sim os leigos que devem dar padres aos bispos.

Por fim, encaminhar seus filhos para serem padres. As vocações nascem nas famílias e nas comunidades. Não a Padres a não ser na medida em que há leigos que os façam nascer!