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domingo, 27 de julho de 2014

A primeira Vocação do Ser Humano é a Vida.

Vocação humana – Existir – Viver
A primeira Vocação do Ser Humano é a Vida.
A vida de todo ser humano é um dom de Deus. Deus criou o mundo inteiro e viu que era bom.  Mas quando Deus criou o homem, criou-o a sua maneira, moldando-o do barro e soprando sobre ele o SEU ESPÍRITO. Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como coordenadores responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus para governar. (Gn 2)
Antes que Deus criasse o mundo e todas as coisas, já conhecia cada um pelo nome e desejava que todos participassem do banquete da vida. Foi por isso que Ele nos criou. Ele nos teceu carinhosamente no ventre de nossa mãe, cuidadosamente, e nos amou com amor eterno. Ele nos fez à Sua semelhança para que pudéssemos compartilhar com Ele de todos os Seus bens inefáveis. Deu-nos faculdades e potências que não colocou em nenhum dos outros seres criados: inteligência, vontade, memória, consciência, capacidade de amar; de sonhar; de sorrir; de chorar, de cantar; de falar... A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)
Vivendo em Plenitude somos chamados a sermos Santos.
A vocação à santidade está relacionada com a prática concreta da vida de cada um, dia após dia. Para ser santa, a pessoa não precisa fugir do seu estado de vida. Ela se santifica exatamente e somente pelo compromisso com a sua condição humana e cristã. A vocação à santidade consiste na capacidade de responder ao apelo divino por meio da vivência evangélica do próprio estilo de vida.
Na Bíblia a santidade tem duas grandes qualidades.
A primeira é que a santidade é exclusiva de Deus. Só Deus é Santo. Por isso mesmo, ela não é algo adquirido pelos esforços e méritos das pessoas, mas uma dádiva, um dom divino. A segunda qualidade está relacionada com o modo de sermos santos. A comunicação da santidade por parte de Deus não se dá diretamente e particularmente a cada pessoa, mas à comunidade convocada e reunida por ele. Ninguém se santifica sozinho. Este processo se dá a partir do momento em que a pessoa pertence a uma comunidade, a comunidade dos filhos de Deus.
O chamado à santidade é um convite a pertencer à família divina. Somos uma geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1Pd 2,9). Isso significa que somos escolhidos e amados pelo Criador. Não somos o resultado do acaso, do destino, do pecado, mas o fruto do amor ilimitado da Trindade. Nascemos do amor de Deus e somos predestinados ao Amor. Nossa característica principal é amar e gozar a experiência fascinante de ser filho ou filha de Deus (cf. Ef 1,4-5).

Portanto, ser santo ou santa é acolher com alegria e disposição o chamado para tomar parte ativa na missão evangelizadora da Igreja, para anunciar a todas as pessoas o projeto de vida que a Trindade Santa tem para toda a humanidade. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; (Ef 5:1) Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. (Mt 5:48) Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? (1 Cor 3:16)
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domingo, 6 de julho de 2014

Primeira Missa do Neo Sacerdote Lucas


Hoje, a Coordenação de catequese da Paróquia do Ipu reuniu seus catequistas para mais um encontro de formação e planejamento. Apesar da grande falta dos catequistas, a reunião foi maravilhosa. Após algumas tomadas de decisão para algumas atitudes necessárias na catequese, os catequistas se reuniram e seguiram em procissão para a igrejinha, para junto com o Neo Sacerdote, Padre Lucas, celebrar sua primeira missa na igrejinha de Nossa Senhora dos desterros, já que a Matriz está em reforma. O Público não era tão grande e pelo que pude presenciar a única pastoral reunida e presente foi a catequese. É sempre importante as pastorais celebrarem com os Neo Sacerdotes e demostrarem a verdadeira importância que um Padre tem na vida da gente.


Não quero falar desta importância e sim reproduzir partes do panegírico feito pelo Padre Raimundo Nonato. Panegírico é a homilia feita por outro Padre na primeira missa de um Padre. É uma palavra que vem do Grego. Era o discurso de caráter encomiástico ou laudatório que era pronunciado em grandes reuniões festivas do povo. Na Roma Antiga, denominava-se "panegírico" o discurso que os cônsules romanos pronunciavam diante do imperador, depois de serem eleitos, manifestando-lhe seu respeito e admiração.”
Eis alguns trechos.

“Que nós, padres conservemos puro e mortificado este corpo que já não é nosso, mas também do Senhor, e lembremo-nos de que cada renúncia que impomos à nossa sexualidade é morte com Cristo e é glória para a Igreja. Para nós da Diocese de Sobral, este ano vocacional nos convoca para uma reflexão profunda sobre a nossa identidade de cristãos e para nós a sacerdotal e sobre um empenho em viver a nossa missão tão bela e indispensável que somente sacerdote ordenados podem desempenhar, somente nós sacerdotes podemos reconciliar o povo pecador com seu Deus; somente nós podemos perdoar pecados; somente nós podemos consagrar o corpo e o sangue de Cristo no sacrifício da Eucaristia que é o mesmo sacrifício redentor realizado no calvário. Cumpre-nos pois, assumir com amor misericordioso as funções que nos é confiada. Somos nós os legítimos e únicos pastores anunciadores, discípulos e missionários que Jesus escolheu como diz o seu lema ‘Não como servos, mas como amigos’, somos os pastores únicos do rebanho de Cristo nesse mundo esquecido dos valores supremos da salvação; somos os pastores dos quais disse a Igreja na Palavra do santo padre São João Paulo II ‘Darei os verdadeiros pastores’. 
Agora eu pergunto para a assembleia: e os leigos, o que vocês podem fazer para que haja padres santos? É um fato que o padre bom, forma bons leigos, mas é um fato também que os bons leigos formam bons padres. Eu creio muito nesse reverso da medalha. Acho que muitos padres que conheci por dentro consagrados e eleitos de Deus perderam o estimulo por serem pastores e profetas para um povo de Deus e homens de oração que lhes faltou o calor do mundo leigo; muitos padres tiveram a desventura de ir para paróquias frias, nada estimulantes onde lhes faltaram o impulso para serem apóstolos e ficaram somente sendo homens entre outros homens. Os leigos são chamados a uma ação na Igreja. O concílio Vaticano II os convocou a compenetração deste dever e esta ação deve começar junto ao padre. É preciso dar calor humano e calor de fé aos padres. Não basta dizer que o padre não vibra, nada faz, não tem jeito de pastor. O que é preciso fazer?
Orar pelos padres. Ser padre autêntico é dom de Deus. Se o padre não reza bastante, vamos rezar por ele.
Ver os padres com a luz da fé. Cristo está presente neles, através deles recebemos Cristo, recebemos o perdão e a vida nos sacramentos que os padre administram.”
Estar com o padre, conversar com ele, não querer levar o padre para o mundo com suas futilidades, mas levar ao padre a ansiedade de quem precisa de Deus.
Trabalhar com o Padre. Não trabalhar simplesmente por ele, mas dar-lhe a mão nos seus empreendimentos, o fazendo gostar de ser pastor porque encontra quem o ajuda.
Fazer alguma coisa para que surja novos padres na comunidade. As vocações nascem no meio dos leigos, nas famílias. Os leigos tem tanto a obrigação de formar Padres, quanto os Bispos. Não são os Bispos que devem dar padres aos leigos e sim os leigos que devem dar padres aos bispos.

Por fim, encaminhar seus filhos para serem padres. As vocações nascem nas famílias e nas comunidades. Não a Padres a não ser na medida em que há leigos que os façam nascer!

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