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domingo, 17 de maio de 2015

Retiro dos Catequistas - Testemunhar para servir.





A Paróquia do Ipu reuniu neste sábado, dia 16 de Maio de 2015, os seus catequistas para um dia de retiro Espiritual. É um momento em que nos afastamos dos problemas diários, da agitação corriqueira para vivermos um momento de graça, avaliar a nossa caminhada, animar a nossa ação pastoral e continuar a Evangelizar na catequese “para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo”.
Chamamos de retiro porque é um momento especial de encontro com Deus através de sua igreja, porem é o mais curto de todos os retiros. O retiro mais longo que se tem conhecimento é o do povo hebreu registrado na História Sagrada, que durou 40 anos. Este povo se entregou nas mãos de Deus e o Senhor os purificou. Por isso durou tanto tempo, pois o retiro é um momento de nos santificarmos (Dt 29, 4-5). Jesus costumava se retirar também. Toda vez que precisava tomar um atitude ou ia para outro povoado, passava noites sozinho com SEU PAI. O retiro mais longo de Jesus Cristo registrado nos Evangelhos foi o de preparação para sua missão que durou 40 dias (Mt 4,1). Todo cristão é chamado a fazer da quaresma um retiro de 40 dias, porem quase nunca isto acontece. Existem muitos outros relatos de retiros na Bíblia, onde profetas passavam dias sozinhos, meditando para recuperar suas energias espirituais.
Os Santos costumavam a praticar dias de retiros para que suas ações fossem de acordo com a vontade de Deus. Santo Inácio de Loyola sugeriu um itinerário para 30 dias de retiro, sendo que muitos religiosos fazem este retiro ao menos uma vez em suas vidas. Todo religioso tem a obrigação de fazer o seu retiro, sendo que variam de 7 até 3 dias.

Hoje é comum e se faz necessário um retiro entre os agentes de pastoral, sendo que a duração varia de acordo com a realidade de cada grupo.

A importância do retiro na vida do cristão é indiscutível. É uma oportunidade de avaliarmos o rumo que estamos dando à nossa vida, confrontando-a com a pessoa de Jesus Cristo e a missão da Igreja. O retiro é momento de parar, olhar e retomar o caminho com novo ânimo, a exemplo do que aconteceu com os apóstolos ao presenciarem a transfiguração de Jesus (Mc 9,1-10). É momento especial para retomar os compromissos batismais e se animar na fé, esperança e caridade.

Confrontando com a doutrina da igreja, o retiro é também um momento em que avaliamos a nós mesmos, a nossa condição de vida, as minhas motivações, as nossas ações e refletimos se estamos contribuindo com o desenvolvimento da minha comunidade. É aqui onde nos deparamos com a vontade de Jesus: Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham com abundância. João 10,10. E agora, a nossa ação catequética tem levado as pessoas à este encontro com Jesus?

O pregador de nosso retiro foi o nosso Pároco, Padre Raimundo Nonato. É um muito gratificante passar um dia na companhia de uma pessoa tão inspirada pelo Espírito de Deus.

O tema do retiro foi: “Testemunhar para Servir”.

De maneira bem sucinta, Padre Nonato dividiu o tema em 6 subtemas:

1. O Catequista e sua Vocação.

2. O Catequista e sua Missão.

3. O Catequista e seu ministério.

4. O Catequista e seus catequizandos.

5. O catequista e sua comunidade.

6. O catequista e sua formação.

1. O Padre deixou bem claro que ser catequista não é uma vocação. A vocação do cristão é ser santo: Porque eu sou o SENHOR vosso Deus; portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo; Levítico 11:44 Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. Mateus 5,48. Antes de ser catequistas, somos cristãos chamados a santidade. Portanto, todo ser humano, independente do serviço que exerce em sua igreja é chamado a ser santo. Esta é a vocação do catequista.

2. O Catequista, como cristão, tendo como vocação a santidade de vida, tem como missão a evangelização. A Catequese é um dos serviços específicos, indispensável e insubstituível na igreja e na Evangelização: Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Mateus 28,19-20.

3. A Evangelização é a prioridade máxima de uma Igreja que nasceu do Coração de Jesus com esta finalidade. Jesus envia os discípulos a fazerem novos discípulos. Em outras palavras, o catequista testemunha Jesus com o seu serviço voluntário e amoroso, anunciando o Reino de Deus presente na igreja, comunidade dos filhos amados do Pai. O catequista é enviado em nome da Igreja, portanto, ele se faz conhecedor da Palavra de Deus, da tradição dos Apóstolos e da Doutrina da igreja. Como ele está a serviço, a catequese passa a ser um ministério.

4. Por ser um ministério, o catequista assume um compromisso de servir a comunidade, assim como Jesus o fez: “Eu vim para servir” (Mc 10,45). Neste serviço feito com amor o catequista ganha uma nova família, a família da comunidade. Seus catequisandos passam a ser seus filhos espirituais. O carinho e a atenção passa a ser a essência de uma boa catequese. O catequista passa a ser um elo entre as pessoas mais queridas de Deus: Jesus - Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Mateus 3:17 e as crianças - Deixai vir a mim as criancinhas, e não os impeçais, porque delas é o reino de Deus. Lucas 18:16

5. Como o catequista ganhou uma nova família, a sua comunidade, seu trabalho precisa ser feito com muita atenção e zelo. A caridade é uma virtude que nascemos com ela e desenvolvemos sempre e onde estivermos. Não dá para se imaginar um bom catequista sem que ele seja uma boa pessoa. Explicando melhor, antes de ser catequista, o cristão precisa ser: um bom esposa(a), um bom pai (mãe), um bom dono(a) de casa, um bom profissional. Segundo o Padre Nonato, que tanto valoriza a vida dos seus agentes de pastoral, o cristão precisa galgar estes cinco degraus para se realizar na vida. A ação pastoral é o quinto degrau.

6. A maior dificuldade dos catequistas em seus serviço pastoral é a sua própria agenda pessoal. No inicio do retiro o Padre Nonato perguntou quais eram os piores demônios (tentações) que nos afastavam de Jesus. No final deu muito bem para compreender que são nossas escolhas e organizações. Vemos e ouvimos as pessoas pedindo subsídios para seus trabalhos e sabemos o quanto é difícil trabalhar sem apoio. Más, ele deixou bem claro que mais importante do que pilhas de manuais é a pedagogia divina que cada um tem quando se deixa iluminar pelo Espírito Santo. Quando o cristão assume o ministério catequético, a igreja propõe uma forma para que ele seja um autêntico Evangelizador. A Igreja é uma das instituições mais ricas em material pedagógico. A formação não dá para ser antes e por isso acontece durante o ministério catequético, mesmo porque, Jesus disse: Eis que faço novas todas as coisas. Apocalipse 21:5 O catequista precisa estar em constante formação. Precisamos saber dividir e valorizar bem o nosso tempo.

Para concluir, o que eu poderia dizer é que os catequistas que se auto excluem de momento como estes acabam fazendo sempre do mesmo jeito, transformando a catequese em monotonia e dificultando o serviço de Evangelização que o Senhor os confiou. Como disse Jesus: Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós. Nenhum ramo pode produzir fruto por si mesmo, se não estiver ligado à videira. Vós igualmente não podeis dar fruto por vós mesmos, se não permanecerdes unidos a mim. João 15, 4. A nossa gratidão é eterna a todos os que participaram. Encerramos o nosso retiro com a santa missa na catequese, tendo a participação de algumas crianças que animaram a liturgia. Além de nos alimentarmos com o Corpo do Senhor para vivermos por Cristo, com Cristo e em Cristo, nos fortificarmos para a missão e fomos enviados na liturgia pelo próprio Jesus: “'Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Marcos 16,15 (Evangelho de domingo, hoje, 17-05)”. “Através deste testemunho todos reconhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros.” João 13, 35.





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Posted by Catequese da Paróquia de Ipu on Domingo, 17 de maio de 2015
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