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domingo, 12 de março de 2017

Rito de Admissão a Catequese - Ano 2017

Sábado, 11 de Março de 2017, a Paróquia do Ipu realiza o “Rito de Admissão das crianças com idade de Catequese”. Participaram deste rito a catequese Medalha Milagrosa que acontece no Patronato Sousa Carvalho, a catequese N. Sra. das Dores do bairro dos canudos e a catequese N. Sra. das Graças na antiga escola Monsenhor Moraes.

A celebração foi presidida pelo nosso novo Pároco, Padre João Batista Vasconcelos com a presença de todos os catequistas destes grupos, mais de 200 catequisandos e catecúmenos com seus respectivos introdutores, a maioria pais.



O que acho lindo nesta maneira de catequisar é ver os pais entregando seus filhos aos cuidados da igreja para a catequese. Sabemos que todos os pais devem ser os primeiros catequistas dos filhos (DC 84 – nº. 238), e que todo o crescimento dos filhos deve ser permeado, pelo constante testemunho dos pais sendo um exemplo de vida cristã. Não há melhor catequese inicial que “a experiência cristã vivida no ambiente familiar, pois é um marca decisiva para a vida do cristão”. Por isso se faz necessário que os pais percebam que o acompanhamento catequético nada vai mudar na vida de seu filho se ele não tiver um testemunho que seja observado no seu dia a dia junto de sua família.

Fico entristecido ao ver que muitos pais não valorizam os ritos da igreja, principalmente aqueles que ainda não o conhecem, pois o rito de admissão na catequese é desconhecido para muitos; Porem, afirmo que não. Foi o Concílio Ecumênico Vaticano II (1961-64), instrumento maravilhoso da renovação da Igreja suscitado pelo Espírito Santo, que pediu que se restabelecesse “o Catecumenato e os sagrados ritos a serem celebrados em tempo sucessivos, conforme a tradição” (Constituição dogmática “Sacrosanctum Concilium - 1963).

No inicio da Igreja, durante o 2º, 3º e 4º século da era cristã, chamava-se “Catecumenato” o itinerário espiritual com que era iniciados na fé, na vida cristã e na comunidade os que queriam ser discípulos e membros da Igreja de Jesus Cristo. O tempo glorioso do Catecumenato foi na época dos chamados “Santos Padres da Igreja”: Santo Hipólito, Tertuliano, São João Crisóstomo, Santo Agostinho, Santo Ambrósio, etc.: um tempo de grande ardor evangelizador e missionário.

O Catecumenato, incluindo o tempo do pré-catecumenato, tinha a duração de até três anos. A última etapa do catecumenato era a Quaresma e culminava na Vigília Pascal, com a celebração dos três Sacramentos da Iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia. Os catecúmenos eram introduzidos por uma pessoa da comunidade chamada “Introdutor”, ou “garante”, ou “padrinho” (“madrinha”); eram acompanhados por um Catequista que lhes mostravam a verdade e o caminho de Cristo e por toda comunidade que celebrava as diversas etapas destas iniciação.


Conforme o RICA, os sagrados ritos catecumenais devem marcar o itinerário da iniciação cristã seja dos jovens e adultos, seja das crianças e adolescentes em idade de catequese. No capítulo V do RICA, com o título “Ritos de Iniciação de crianças em idade de catequese”, se diz claramente que alguns ritos devem ser usados também com as crianças da catequese: não só com que devem ser batizados, mas também com as crianças que, já batizados na infância, estão preparando-se para a Primeira Comunhão. “Com efeito - diz o Rica - as crianças que vão ser iniciadas para o Batismo pertencem, geralmente, a um grupo de companheiros já batizados, que se preparam para a Eucaristia!”

No Catequese, procuramos vivenciar o espírito do Catecumenato para uma autêntica iniciação cristã com crianças e adolescentes, e também fazer os Ritos que o RICA propõe no Cap. V: Rito de Admissão (ou: “Rito de instituição dos catecúmenos”; Rito de Purificação (ou: “Escrutínios”); Batismo e Primeira Eucaristia.

A prática de ritos na catequese com celebração eucarística são da igreja, portanto não é nada novo, más, um desafio muito grande para nós catequistas introduzir na comunidade, devido ao desconhecimento da história e dos ritos da igreja. O Padre João acrescentou o desejo que em todas as celebrações Eucarísticas na catequese tivesse a presença dos pais, o que para nós catequistas, é muito gratificante, já que é uma dificuldade grande a presença dos pais na catequese.

“A catequese é um aprendizado dinâmico da vida cristã (…) vai além do ensino, ela põe em prática a dinâmica do encontro com Jesus Cristo (…) ela educa para a vida de comunidade.” (DC 84 – 40). É preciso nos conscientizarmos de que a catequese é uma educação da fé, que tem início na família e se estende até a comunidade cristã. Que para educar hoje, na fé, as crianças e adolescentes, é necessário inovar, mas não deixar a pratica de antigas raízes da nossa fé, isto é: a oração, a missa, o comprometimento com a comunidade local entre outras coisas que devem ser praticado em família.

A catequese não acontece só uma vez por semana quando o catequizando está junto ao catequista e, não basta deixar a criança na frente da Igreja e vir buscá-la depois! Segundo o Documento de Aparecida, a “Catequese familiar” implementada de diversas maneiras, tem-se revelado como ajuda proveitosa a unidade das famílias, oferecendo, além disso, possibilidades eficientes de formar os pais de família, os jovens e as crianças, para que sejam testemunhas firmes da fé em suas respectivas comunidades. (DA,303)